Como é que a Polícia Judiciária chegou ao homem que matou Maria Amaral? Saiba qual foi o "erro" cometido pelo homicida
A premissa de que "não há crimes perfeitos" é confirmada no caso da filha da atriz Delfina Cruz.Depois de 12 dias de intensas buscas e muitos apelos para localizar o paradeiro de Maria Custódia Amaral, a Polícia Judiciária colocou um ponto final no mistério que envolvia o desaparecimento da filha da atriz Delfina Cruz que residia no concelho da Lourinhã.
As autoridades descobriram que a consultora imobiliária foi morta às mãos de um homem com quem teria "uma relação próxima" embora, ao que parece, nada teria de sentimental. O suspeito já foi detido e terá sido o próprio que acabou por revelar onde se encontrava o corpo da mulher.
Maria Custódia Amaral terá sido assassinada logo no dia 19 de janeiro - data em que foi vista pela última vez - na casa onde este homem vivia e para onde terá atraído a consultora imobiliária. Depois de ter cometido o crime - os vestígios de sangue encontrados no interior da casa não deixam dúvidas de que a mulher morreu naquele local - pegou no corpo e levou-o para a zona da Lagoa de Óbidos, onde o acabou por enterrar.
O alegado homicida terá transportado o corpo de Maria na viatura da própria, um BMW série 5. E, de facto, o grande quebra-cabeças das autoridades foi não conseguir encontrar o carro nos dias subsequentes ao desaparecimento. Mas foi quando se conseguiu localizar a viatura que se chegou ao suspeito. Como?
Depois de ter enterrado o corpo numa zona de areal, este homem conduziu até Peniche e acabou por estacionar o BMW de Maria Custódia Amaral num parque perto dos Bombeiros Voluntários de Peniche. A Polícia Judiciária, logo que localizou o carro, pediu todas as imagens captadas pelas câmaras de videovigilância das imediações. Foi assim que chegou à identificação do alegado homicida.
Ao que avança a CMTV, nessas imagens foi possível ver o homem estacionar o carro e abandoná-lo naquele local. Terá depois apanhado um autocarro para voltar a casa, em São Bartelomeu de Galegos, uma localidade do concelho da Lourinhã. Portanto, o erro deste homem, que amanhã será presente a juiz, foi não ter contado com as câmaras de videovigilância.