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O drama secreto de Sara Barradas: da prisão da mãe à infância marcada pela dor e falta de afeto

Sara Barradas quebrou o silêncio no 'Alta Definição' sobre o período em que a mãe esteve detida. Em conversa com Daniel Oliveira, a atriz recordou os anos em que foi a "tábua de salvação" da família e confessou: "Não tenho vergonha".
Por Hugo Alves | 12 de setembro de 2026 às 16:02
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Felisbela Dias esteve detida entre 2021 e 2024, após ter sido condenada pelo crime de burla qualificada. Sem nunca nomear diretamente a detenção da progenitora, Sara Barradas descreveu esse tempo como "uma fase difícil", admitindo que tudo "fugiu ao meu controlo", sem se alargar nos detalhes burocráticos do processo.

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A reclusão da mãe alterou radicalmente a rotina da artista, que se viu subitamente responsável pela educação da irmã mais nova, Íris, na altura com apenas 5 anos. "Tivemos de encontrar uma nova dinâmica familiar, outro quotidiano que trouxesse naturalidade. E proteger-nos da exposição pública", explicou sobre esses anos de forte pressão mediática.

Diante de um impacto emocional devastador, a companheira de José Raposo sentiu a urgência de procurar apoio profissional. A atriz teve de "aprender a lidar" com a situação através da "terapia", num esforço contínuo para "aceitar as coisas que não dependiam de mim". A carga tornou-se ainda mais pesada por sentir que era o único pilar a segurar a estrutura familiar. "Foi uma provação, mas tive de olhar em frente", desabafou.

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Apesar dos erros cometidos por Felisbela Dias, a atriz faz questão de manter a dignidade e o afeto inabaláveis: "Lamento que tenha acontecido, mas não tenho vergonha". Mesmo após a tempestade, a figura materna continua a ser sinónimo de afeto absoluto. "Aprendi com ela o que é o amor quando era pequena. Ela era o meu único veículo de amor, para além dos meus avós. Na vida adulta também", sublinhou, evitando qualquer menção ao pai – que, no passado, se opôs publicamente à sua relação com José Raposo.

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De resto, a ausência da figura paterna e as marcas do passado marcaram o tom da conversa. Ao olhar para trás, a atriz guarda memórias austeras dos primeiros anos de vida: "Nas fotos vejo uma Sara triste", revelou a Daniel Oliveira. "O ambiente em que cresci ajudou a moldar a minha personalidade. O meio familiar fez com que tivesse uma certa introversão", explicou, confessando que só aos 11 anos, quando começou a representar, descobriu o verdadeiro significado de "ser criança".

Hoje, olha para o percurso com a certeza de que a dor a transformou numa mulher "mais madura, cautelosa e moderada", embora a mágoa da infância permaneça viva: "Queria ter tido mais carinho, liberdade, proteção".

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