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Notícia
Justiça

Recorda-se do caso que chocou Portugal? Madrasta da pequena Lara agredida por outras reclusas na prisão

Eulália Silva, que admitiu ter levado a enteada de oito anos para a serra no dia em que a criança morreu, foi alegadamente espancada por outras reclusas na cadeia de Santa Cruz do Bispo.
Por Ana Cristina Esteveira | 29 de julho de 2026 às 08:50
Eulália Silva, Lara Foto: D.R.
Eulália Silva Flash
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Lara Flash
Lara Flash

Eulália Silva, a mulher de 48 anos que se encontra em prisão preventiva pela morte da enteada, Lara, de apenas oito anos, foi alegadamente agredida por outras reclusas poucos dias depois de deixar o regime de isolamento e passar para uma cela comum na cadeia feminina de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos.

, a transferência para junto da restante população prisional aconteceu a pedido da própria. No entanto, menos de 24 horas depois, Eulália deu entrada na enfermaria do estabelecimento prisional com vários ferimentos compatíveis com agressões.

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Apesar de não ter sido necessário o seu transporte para uma unidade hospitalar, a mulher continua a receber cuidados médicos na prisão. O incidente está agora a ser investigado pelas autoridades prisionais, que abriram um processo de averiguações para apurar o que aconteceu.

De acordo com fontes ligadas ao sistema prisional, a alegada agressão poderá estar relacionada com o chamado "código de honra" existente entre alguns reclusos, que rejeitam quem está acusado ou condenado por crimes contra crianças.

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O caso remonta ao passado dia 17 de junho e deixou o País em choque. Lara, de oito anos, desapareceu depois de ter sido levada da escola pela madrasta. O corpo seria encontrado horas mais tarde na Serra da Padrela, no concelho de Vila Pouca de Aguiar.

No primeiro interrogatório judicial, Eulália Silva assumiu ter levado a menina para a serra, mas garantiu não se recordar de tudo o que aconteceu. Entre lágrimas, afirmou que entrou em pânico depois da morte da criança e acabou por fugir. "Não estava em mim. A Lara não merecia o que aconteceu", declarou perante a juíza, alegando ainda que vivia um ambiente de violência doméstica e que pretendia apenas assustar a enteada para chamar a atenção do companheiro.

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A versão apresentada pela arguida não convenceu o tribunal. O Ministério Público sustenta que existem fortes indícios de que a criança morreu por asfixia antes de o corpo ser abandonado na serra e acusa Eulália Silva dos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A mulher permanece em prisão preventiva enquanto decorre a investigação.

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