Tempos tortuosos! Sofia Nicholson admite vício: "É uma forma de estar anestesiada e não sentir”
A atriz admite a sua descida aos infernos onde não faltaram os excessos e os abusos "de todos os géneros e feitios".
Sofia Nicholson, de 53 anos, assume que viveu dias muito difíceis. Dias que a levaram a uma adição: durante algum tempo não conseguia viver sem antidepressivos. Em entrevista a Ana Rita Clara, da TVI Ficção, a atriz volta a falar deste seu vício sem qualquer tipo de tabus.
"É uma fuga. Todos nós acabamos por precisar de uma fuga. Pode ser boa e positiva ou pode ser má. As adições são fugas más. Acho que a adição a antidepressivos é uma forma de estar anestesiada e não sentir", assumiu Sofia que explicou que tudo começou quando percebeu que não conseguia lidar com as suas emoções. A adição serviu como uma espécie de fuga.
"Não sabia lidar com elas. Sou uma pessoa muito emotiva. [...] Quando estou muito feliz, estou muito feliz. Quando estou muito triste, estou muito triste", explicou a atriz que acabou por chegar à conclusão que percisava de ajuda para largar o vício dos antidepressivos. Recorde-se que esta não foi a primeira vez que a artista assumiu o seu passado mais tortuoso.
Há precisamente dois anos, em entrevista à revista 'Caras', Sofia Nicholson já havia admitido: "Já passei por muita coisa, podia ser uma pessoa amarga e ressentida, mas sou uma mulher feliz, e sei que para sentir o bom tenho que sentir o mau. Durante muitos anos disfarcei as minhas emoções. (...) Durante muito tempo achei que era uma pessoa depressiva – sei agora que não sou – e refugiei-me em antidepressivos. Até ao dia em que quis viver as minhas tristezas da mesma forma que vivo as alegrias."
Disse também: "Já passei por coisas suficientes para olhar para mim hoje e afirmar que sou uma grande mulher. Dou tudo de mim, sempre, inclusive nas relações, sejam de amor ou de amizade, mas também sei dizer não. Aprendi a fazê-lo. Sofri abusos de todos os géneros e feitios e foi em terapia que aprendi a dizer que não", denunciou. "Abusos físicos e psicológicos. É um assunto arrumado, que fez a mulher que sou hoje. Não me faz sentido falar do passado quando estamos a falar de esperança, aceitação e superação."