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Tudo sobre os portugueses e lusodescendentes que morreram a 11 de Setembro nos atentados às Torres Gémeas

Tinham nomes, famílias, profissões e uma vida inteira pela frente. Na manhã de 11 de setembro de 2001, tudo mudou. Entre as quase três mil vítimas dos atentados estavam também nove portugueses e luso-descendentes. António José Seguro não os esqueceu.
11 de setembro de 2026 às 14:26
Os portugueses que morreram no 11 de setembro Foto: D.R.

Vinte e cinco anos depois dos atentados que mudaram para sempre a história dos Estados Unidos, continuam a conhecer-se novas histórias sobre quem perdeu a vida naquele dia. Entre as vítimas estavam nove portugueses e lusodescendentes, número recordado esta sexta-feira,11, pelo Presidente da República, António José Seguro.

Numa nota publicada pela Presidência da República, António José Seguro assinalou os 25 anos dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, que “ceifaram milhares de vidas, incluindo as de nove portugueses e lusodescendentes mortos nos atentados”. O chefe de Estado deixou ainda “uma palavra de solidariedade e respeito a todos os que foram atingidos por aquela tragédia”.

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Já em relação à identificação das vítimas de origem portuguesa, essa foi uma missão assumida pelo jornalista. Depois dos atentados, passou dois anos a investigar nomes, famílias e histórias, num trabalho que permitiu identificar nove pessoas.

Entre elas estava João Aguiar Jr., de 30 anos. Filho de pai português e mãe norte-americana, tinha vivido parte da adolescência em Portugal e trabalhava numa empresa financeira na Torre Sul. A irmã, Taciana Aguiar, recorda que João tentou retirar os colegas do edifício depois do primeiro avião atingir a Torre Norte.

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“Ele simplesmente percebeu que tinham que sair do prédio. Então, andou pelo escritório a pedir a todos para saírem. E aquelas pessoas, com quem ele trabalhava, saíram.” Muitos sobreviveram. João não. O corpo nunca foi encontrado. “Eu quero lembrar o meu irmão. Mas eu acho importante saber que ele morreu como um herói”, afirmou Taciana, conforme se lê na 

António Rocha, de 34 anos, foi outra das vítimas identificadas. Trabalhava no 105.º andar da Torre Sul, na Cantor Fitzgerald. O seu corpo foi encontrado e o funeral realizou-se poucos dias depois, numa altura em que muitas famílias ainda procuravam respostas.

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Entre os mortos estavam também Raymond James Rocha, de 29 anos, Dennis Gomes, de 40, e Mark Jardim, de 39, ligados ao setor financeiro. Carlos da Costa, de 41 anos, e António Rodrigues, de 37, trabalhavam na Autoridade Portuária. Rodrigues estava no terminal de autocarros quando recebeu ordem para ajudar no World Trade Center. Entrou numa das equipas de emergência que avançaram para as torres e acabou por morrer.

Havia ainda Manuel da Mota, marceneiro de 43 anos, que naquela manhã trabalhava no restaurante Windows on the World, no topo da Torre Norte. A vítima mais jovem era Christopher Mello, de 25 anos, bisneto de açorianos. Viajava num dos aviões sequestrados, a caminho de Los Angeles, numa deslocação profissional.

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Ao todo, foram nove os portugueses e luso-descendentes identificados por Henrique Mano. Mas a lista poderá ainda não estar fechada. O jornalistamestá atualmente a investigar o caso de uma mulher que poderá ter origem portuguesa.

“Agora surgiu o nome de uma mulher que estou a tentar investigar, tentar saber se ela é ou não de origem portuguesa”, revela a Euronews. Se a ligação for confirmada, poderá passar a existir uma décima vítima portuguesa dos atentados de 11 de Setembro.

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