Os Globos de Ouro foram um sucesso tremendo, e uma afirmação de força numa altura em que a TVI queria dar sinais de recuperação. José Eduardo Moniz lá estava, disciplinado, na plateia. Uma metáfora perfeita.
Clara de Sousa nos Globos de Ouro 2022Foto: Cofina Media
Acerimónia dos Globos de Ouro tem servido ao longo dos anos como uma espécie de reflexo do poder da SIC no mercado. Quando o canal está forte, os Globos exalam vida, energia e poder. Quando a SIC está mais fraca, a gala decai, entra em crise e depressão. Chegou mesmo a perder algumas vezes para a concorrência, o que é péssimo atendendo ao grau de investimento que é feito numa produção de uma só noite.
Sob a gestão de Daniel Oliveira e Daniel Cruzeiro, a SIC tem conseguido ultrapassar todas as dificuldades económicas que a empresa enfrenta, e suplantou as sucessivas tentativas feitas pela TVI para reconquistar o castelo. Esta direção de programas afirma de forma recorrente a força do projeto com vitórias simbólicas, que cumprem igualmente a missão de desmoralizar os adversários.
Foi de novo assim, domingo passado. Um espetáculo esfuziante, luminoso e animado, com o pequeno entrave das cadeiras vazias a partir de certa hora da noite, e que deverá ser resolvido no ano que vem. Foi um verdadeiro espetáculo de
glamour e de conteúdo em harmonia perfeita, e que o público brindou com uma audiência muito boa. Os Globos tiveram também uma apresentadora da casa que vem da informação, a jornalista Clara de Sousa, e que se adaptou perfeitamente à missão, em mais uma prova de que a filosofia da direção de programas de Daniel Oliveira é prevalecente na empresa. Isso é bom para a SIC, porque dessa forma os profissionais envolvidos conseguem colocar o interesse geral da estação acima dos desígnios pessoais ou de cada departamento.
Os Globos de Ouro foram um sucesso tremendo, e uma afirmação de força numa altura em que a TVI queria dar sinais de recuperação. José Eduardo Moniz lá estava, disciplinado, na plateia. Uma metáfora perfeita.
Sob a gestão de Daniel Oliveira e Daniel Cruzeiro, a SIC tem conseguido ultrapassar todas as dificuldades económicas que a empresa enfrenta, e suplantou as sucessivas tentativas feitas pela TVI para reconquistar o castelo. Esta direção de programas afirma de forma recorrente a força do projeto com vitórias simbólicas, que cumprem igualmente a missão de desmoralizar os adversários.
INFORMAÇÃO - RUBRICAS
José Eduardo Moniz
O primeiro embate da renovada informação da TVI não alterou o panorama por aí além. As rubricas que agora preenchem o 'Jornal das 8' de segunda a sexta são todas competentes – porém, sofrem de um problema conceptual. Fazer rubricas dentro de um jornal corta a capacidade de tratamento das notícias, as quais devem ser sempre o fulcro de um noticiário que queira ser maioritário, ou seja, chegar ao grande público. Agora que começaram, podemos desde já ajudar o espectador a descodificar: mais tarde ou mais cedo, vão todas ser descontinuadas. Para bem da TVI, deverá ser mais cedo do que tarde.
PROGRAMAÇÃO - O PLENO DA SIC
Daniel Oliveira, diretor de Programas, SICFoto: Instagram
Na reta final do mês, a vantagem da SIC alargou um pouco. E os primeiros dias de outubro mostram que a SIC se prepara para fazer o pleno – ganhar 12 meses em 12, neste ano, tal como nos anteriores. A RTP1 foi salva pela Seleção e conseguiu ficar acima dos 10% deshare mensais. Em rigor, 10,06%, uma centésima acima do pior mês de sempre, abril, em que registou 10,05%. A RTP2 está reduzida a um pequeno jornal regional – 15 mil espectadores em média.
SOBE - CLARA DE SOUSA
Clara de Sousa
Um resultado retumbante num espetáculo glorioso. A apresentadora da gala dos Globos de Ouro transforma a jornalista da SIC numa 'entertainer'de grande dimensão.
SOBE - JOANA MARQUES
Joana Marques
A crónica de humor durante a gala dos Globos foi de uma qualidade rara em televisão. Humor inteligente, acutilante e que diverte – as três qualidades raras que fazem humor de excelência.
DESCE - CRISTINA FERREIRA
Cristina Ferreira
Passam as semanas, e o 'Big Brother'continua a definhar. Talvez tenha chegado o ponto de saturação do formato, e seja tempo para novo pousio de anos, até regressar, mais tarde, novamente em força.
Com mais equipas, mais jogos e mais jogadores, este Mundial suscita uma curiosidade adicional pelo facto de se realizar em três países, ainda para mais sendo um deles a América de Trump.