Este Mundial de futebol não tem semelhanças com nenhum outro. Com mais equipas, mais jogos e mais jogadores, suscita uma curiosidade adicional pelo facto de se realizar em três países, ainda para mais sendo um deles a América de Trump. As polémicas sobre a recusa de vistos para árbitros e jogadores, as revistas de segurança na fronteira, as regras estritas para a equipa do Irão, tudo isto captura a atenção dos adeptos de forma mais acentuada que o habitual, e abre a modalidade a novos públicos, curiosos com o alarido da competição. Tirando o facto de se assemelhar a um circo para o qual todos olham, a verdade é que a primeira semana do Mundial de futebol não trouxe grandes novidades, nem desportivas, nem televisivas, que é o que aqui importa. As transmissões de jogos evoluíram muito nos últimos anos, sobretudo à boleia da Liga dos Campeões, pelo que é cada vez mais difícil inovar. As câmaras de planos gerais e semi-gerais cumprem a rotina, as repetições e super slow motions não surpreendem, as próprias câmaras dos árbitros, que podiam deslumbrar, são de uso limitado. No meio deste Mundial da normalidade, o único evento digno de registo são as duas pausas para hidratação, e os minutos adicionais de intervalo. Se forem mais 6 minutos de publicidade por jogo, no total das mais de 100 partidas cada televisão com direitos de transmissão por esse mundo fora tem 600 minutos adicionais para utilizar, ou seja, cerca de 10 horas no total do torneio para pagar a conta. A haver novidades neste Mundial, são todas relacionadas com o negócio.
10 de Junho
Continua a devolver peso e dignidade ao cargo. “Precisamos de palavras do meio”, expressão usada no 10 de Junho, é a fórmula mais eficaz até agora, utilizada pelo chefe do Estado, para defender a moderação e o consenso na sociedade portuguesa. Curiosamente, a expressão condiz com o tom usado pela Papa Leão XIV em Espanha, também com o objectivo se combater a polarização, como veremos no texto aqui ao lado.
Papa em Espanha
A viagem do líder da Igreja a Espanha apanhou as televisões portuguesas de surpresa. A adesão popular em tantas cidades e ao longo de tantos dias tem necessariamente uma leitura global: o Papa americano consagrou-se como uma espécie de líder espiritual do ocidente. O apelo ao centro, ao consenso, ao fim da polarização política, são tudo mensagens que vão perdurar e crescer. Numa próxima visita a Espanha, talvez Portugal deva acompanhar o Papa com maior atenção.
A Subir
Roberto Martínez
Portugal tem um seleccionador que define a vitória como objectivo. Forte.
A Subir
Vitinha
Na primeira conferência de imprensa nos EUA, tocou o coração dos adeptos com a evocação de Diogo Jota.
A Descer
Pedro Proença
As falhas já apontadas na recepção ao Presidente da República mostram debilidades organizativas na Federação.