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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues A Grelha da Semana

Notícia

‘Congela’

Apresentado por Pedro Teixeira e novo na televisão portuguesa, o programa 'Congela' está condenado a passar ao lado do sucesso
14 de junho de 2024 às 14:17
Pedro Teixeira, Congela
Pedro Teixeira, Congela Foto: TVI

A TVI estreou no sábado um novo programa chamado ‘Congela’. Vi a emissão de relance, gravada na box, devido à curiosidade provocada pelo facto de haver uma aposta assim do canal líder no sábado à noite. Trata-se de um formato em que um conjunto de personagens tem de congelar, isto é, ficar totalmente parado, sem reação, perante um conjunto de provocações que visam desestabilizar e fazer mexer os concorrentes.

É curioso verificar como a TVI insiste nos formatos que apostam em criar situações bizarras para captar a atenção. O problema é que o paradigma da "televisão de situações", chamemos-lhe assim, já não tem grande cabimento na era da Internet. Este tipo de programas é uma espécie de testemunho de uma civilização perdida, anterior ao século 21, à net e aos telemóveis.

Vídeos de situações caricatas, de apanhados ou de anormalidades chegam-nos a todos, a qualquer instante, em permanência, não precisamos de os ver na TV. A televisão já não é o meio preferencial para isso. Pelo contrário, transformou-se num veículo de uma outra linguagem. As narrativas, ficcionadas como nas novelas, reais, como no ‘Big Brother’, ou informativas, como nos canais de notícias e nos diretos, são hoje a forma privilegiada de comunicar com o espectador.

É por isso que programas como este estão condenados a passar ao lado do sucesso.  

É curioso verificar como a TVI insiste nos formatos que apostam em criar situações bizarras para captar a atenção. O problema é que o paradigma da "televisão de situações", chamemos-lhe assim, já não tem grande cabimento na era da Internet. Este tipo de programas é uma espécie de testemunho de uma civilização perdida, anterior ao século 21, à net e aos telemóveis.

Vídeos de situações caricatas, de apanhados ou de anormalidades chegam-nos a todos, a qualquer instante, em permanência, não precisamos de os ver na TV. A televisão já não é o meio preferencial para isso. Pelo contrário, transformou-se num veículo de uma outra linguagem. As narrativas, ficcionadas como nas novelas, reais, como no ‘Big Brother’, ou informativas, como nos canais de notícias e nos diretos, são hoje a forma privilegiada de comunicar com o espectador.

É por isso que programas como este estão condenados a passar ao lado do sucesso.  

Informação

Vitória da SIC  

A noite eleitoral é a emissão mais completa e complexa de um canal de televisão. A quantidade de meios exigidos e as dificuldades da manobra levam os profissionais ao limite. São momentos fundamentais para avaliar o estado de cada projeto televisivo. Pois bem: nas Europeias, a SIC voltou a superiorizar-se à TVI. Uma prova de fogo importante, e que serve de alento para o verão em que vai querer voltar a disputar a liderança à estação de Queluz de Baixo.

Programação

Junho em aberto

Escrevo ao fim do primeiro terço do mês. Já aconteceram algumas estreias relevantes, nomeadamente na TVI, a Seleção já entrou em campo, e já houve eleições. Falta o mega-evento do Euro, que pode fazer subir a RTP1. A verdade é que, até dia 10, a SIC consegue liderar. Com pouca margem sobre a TVI, mas vai à frente. A profunda alteração de hábitos que vai ser provocada pelo Europeu de futebol deixa a corrida entre as generalistas em aberto.

Audiências

A Subir

Marta Temido  

A memória e o balanço da ação política na Covid são mais positivos entre o povo do que muitas vezes é dito e escrito. Ganhou a eleição também por isso. 

A Subir

Cotrim Figueiredo 

Ele é a primeira imagem dos liberais em Portugal. A experiência a comunicar fez a diferença para um bom resultado nas Europeias. 

A Descer

Sebastião Bugalho 

Nada como uma ida a votos para provar que os comentadores políticos do cabo são desconhecidos do grande público.

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