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Legislação

França quer acabar com a magreza excessiva no mundo da moda

Os franceses aprovaram uma lei que pretende acabar com os ideais de beleza inacessíveis e perigosos para a saúde. As coimas serão pesadas para quem não respeitar a nova legislação.
Por Paula Martins Ferreira | 09 de maio de 2017 às 14:33
Modelos magras
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Será já a partir do próximo dia 1 de outubro que, em França, revistas, anúncios publicitários e sites serão obrigados por lei a assinalar todas as imagens manipuladas. Haverá um "selo" com a inscrição "Fotografia Retocada" para colocar nas referidas imagens.

Mas a nova lei vai ainda mais longe. As modelos terão de apresentar um certificado médico que comprove estarem de boa saúde e aptas a trabalhar. Em cada exame médico, os profissionais de saúde terão de prestar especial atenção ao índice de massa corporal das modelos e manequins.

Marisol Touraine, ministra da Saúde francesa,  declarou que esta medida tem o objetivo de prevenir a anorexia no país, travando a promoção de ideais de beleza inacessíveis. "Expor jovens a imagens irrealistas de corpos leva a uma depreciação pessoal e a uma declarada baixa auto-estima", afirmou a política gaulesa.

Quanto a coimas, as agências que usarem modelos sem certificado médico poderão pagar uma multa de 75 mil euros e enfrentar uma pena de seis meses de prisão. Caso não usem o símbolo nas imagens manipuladas, incorrem numa coima de 37 mil euros ou 30 por cento do total gasto no anúncio. 

Uma vez que a França é um dos países em que a indústria da moda é mais preponderante, é possível que esta medida legislativa venha a ter um grande impacto no resto do mundo, ou seja, que outros governos se deixem influenciar e acabem por seguir os passos da França.

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