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Em protesto contra ações israelitas, Sally Rooney recusa tradução hebraica do seu novo livro

Apesar de se ter mostrado “orgulhosa” com ter visto os seus livros traduzidos para hebreu no passado, a autora irlandesa tomou decisão de não vender direitos a editora de Israel.
12 de outubro de 2021 às 17:20
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Sally Rooney Foto: Getty Images

Nem a literatura escapa ao conflito israelo-palestiniano e o caso da autora Sally Rooney é a perfeita representação disso. Depois de Alice Walker também o ter feito em 2012, a irlandesa tomou a iniciativa de recusar vender os direitos de tradução da sua nova obra, ‘Beautiful World, Where Are You’, em hebreu, não obstante a oferta da editora israelita Modan, optando por apoiar o movimento BDS – boicote, desinvestimento e sanções – que pede o fim da opressão dos palestinianos por parte de Israel.

Em comunicado, Sally Rooney justificou a decisão: "Este ano, a Human Rights Watch publicou um relatório que confirmou o que os grupos palestinianos de direitos humanos vinham há muito a constatar: o sistema israelita de dominação racial e segregação contra palestinianos coincide com a definição de apartheid. Sei que muitos outros estados são culpados de abusos graves contra os direitos humanos mas neste caso, respondo ao chamamento da sociedade civil palestiniana, incluindo todos os sindicatos de comércio e escritores."

Contudo, frisa que não é uma decisão que impeça o romance de ser traduzido em língua hebraica: "Os direitos ainda estão disponíveis e se eu encontrar forma de os vender que se insira nas linhas orientadoras do BDS, estarei satisfeita em fazê-lo. Entretanto, gostaria de expressar a minha solidariedade com o povo da Palestina na sua luta pela liberdade, justiça e igualdade", referiu a autora de 30 anos, cujo maior sucesso surgiu em 2018 com o livro ‘Pessoas Normais’, de 2018, que inclusive originou uma série televisiva também ela com êxito.

As declarações de Sally Rooney surgem depois do conflito de duas semanas entre ambas as fações, em maio, que vitimou mortalmente mais de 250 palestinianos e deixou cerca de 72 mil sem casa, registando-se também o falecimento de 13 israelitas.

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