Antiga Doce, Fátima Padinha, quebra o silêncio sobre o regresso do ex-marido, Pedro Passos Coelho, à vida política
Há quem acredite que o antigo primeiro-ministro se prepara para regressar ao ativo.Nos últimos tempos tem-se especulado sobre um regresso de Pedro Passos Coelho à vida política. O antigo primeiro-ministro do PSD tem criticado o governo de Luís Montenegro e, com a filha mais nova já criada, tudo aponta para que tenha intenção de voltar em breve à esfera pública.
Agora, Fátima Padinha, antiga Doce e ex-mulher de Passos Coelho, decidiu quebrar o silêncio sobre o assunto, mostrando-se cética.
“O Pedro é uma pessoa muito livre, que não está condicionada a nada, nem a partidos, nem a entidades. E diz aquilo que sente e que pensa. É só isso", começou por dizer a mãe das duas filhas mais velhas de Passos Coelho à 'Nova Gente'.
"Ainda não falei com ele sobre o que anda a circular sobre ele voltar, mas não me parece nada disso. Todos os anos, duas ou três vezes por ano, nas apresentações de livros que ele faz, a par dos discursos da apresentação, ele diz aquilo que pensa sobre o estado atual da política em Portugal e não é por isso que ele tem voltado", afirmou.
Foi em 2018 que Pedro Passos Coelho renunciou ao mandato de deputado. A decisão foi comunicada na reunião do grupo parlamentar do PSD, sendo que na altura o político era aplaudido de pé. A principal motivação para se abster da vida como deputado prendia-se, essencialmente, com o agravamento do estado de saúde da mulher, Laura Ferreira. A fisioterapeuta debatia-se há vários anos com um tumor num dos joelhos, mas foi naquela altura que a doença começou a galopar, com marcas severas para toda a família, principalmente para a filha em comum do casal, Júlia, então ainda uma menina.
Nos dois anos seguintes, Pedro Passos Coelho iria recolher-se numa espécie de bolha familiar, vivendo para Laura e para a filha e acompanhando o seu grande amor nos últimos tempos de vida. Laura Ferreira acabaria por falecer aos 53 anos, após cinco de uma dura batalha, que deixou marcas profundas no núcleo do político, que iniciara pouco antes um percurso académico a dar aulas no ISCSP e faria uma promessa a Laura, que nunca quebraria: estaria afastado dos principais palcos políticos enquanto a filha mais nova não fosse autónoma, o que acontece agora, uma vez que Júlia tem 17 anos.
Passaram-se oito anos desde o afastamento de Passos Coelho e ao longo dos últimos tempos tem havido vários sinais de alguma saudade por parte do político que, com a filha já encaminhada, e o bichinho da política a fervilhar dentro de si, não resiste a um ou outro apontamento, que sugerem que possa ter outras ambições que não uma reforma antecipada, aos 61 anos.