Recorde o acidente de Froilán com arma de fogo que lembrou o dia mais negro da vida do avô, Juan Carlos
O incidente, em que o filho da infanta Elena ficou ferido, lembrou inevitavelmente a família real espanhola da tragédia que matou o infante Alfonso, de 14 anos, em 1956. O seu irmão mais velho, Juan Carlos, que manuseava a arma no fatídico momento, nunca recuperou do trauma.Eram cinco horas da tarde de uma segunda-feira Santa, em 2012, quando Fróilan Marichalar y Borbón, o filho da infanta Elena, então com 13 anos, disparou acidentalmente uma espingarda no próprio pé durante umas férias com o pai, Jaime de Marichalar.
"Enquanto estava no pátio de casa, acompanhado do pai, uma espingarda de pequeno calibre (36) disparou, ferindo-o no pé direito”, dizia o breve comunicado de imprensa enviado nas primeiras horas da manhã pela Casa Real espanhola.
De acordo com o 'El País', Froilán estava a praticar tiro no quintal quando o acidente ocorreu.
"O menino segurava a espingarda apontada para baixo quando ela disparou repentinamente. Como o seu pé estava muito próximo do cano, todos os chumbos do cartucho foram propelidos num único disparo e atravessaram o seu pé. O impacto ocorreu na altura do segundo metatarso, causando também a perda de tecido mole", foi relatado na altura.
O adolescente foi levado de urgência para o centro de saúde em Soria, onde estava de férias, mas rapidamente se percebeu que os danos eram graves e exigiam cirurgia imediata. Foi então internado na Clínica Quirón, em Madrid, e submetido a uma operação para remover todos os projéteis e reparar o tecido danificado.
Apesar da rápida recuperação, o acidente lembrou inevitalmente a família real espanhola da tragédia de 1956 quando, precisamente na Semana Santa, Juan Carlos, então com 17 anos, atingiu mortalmente o irmão, Alfonso, de apenas 14 anos, quando ambos manuseavam uma pistola na casa da família, no Estoril.
"Não me recuperarei desta tragédia. A sua gravidade vai acompanhar-me para sempre. Tínhamos retirado o cartucho. Não fazíamos ideia de que ainda havia uma bala na arma", recordou o rei emérito no seu livro de memórias, 'Reconciliação'.
"Foi disparado um tiro para o ar, a bala fez ricochete e atingiu o meu irmão diretamente na testa. Ele morreu nos braços do nosso pai", revelou ainda, afirmando pensar no episódio "todos os dias" e sentir a falta do "amigo e confidente".