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Apesar de não ser o filho preferido, Juan Carlos I tinha na mãe a sua maior fraqueza. Os esforços do rei emérito para realizar o último desejo de María de las Mercedes, condessa de Barcelona

“Ela era uma mulher tão gentil e modesta que era difícil negar-lhe qualquer coisa", recorda o rei emérito de Espanha no livro de memórias 'Reconciliação'.
Por FLASH! | 02 de janeiro de 2026 às 19:30
Juan Carlos Flash
Maria de las Mercedes, Condessa de Barcelona, no livro 'Reconciliação' Foto: Getty Images
Funeral de María de las Mercedes, com a presença de Juan Carlos I e família Foto: Arquivo Medialivre

O fim de ano de 1999 ficou marcado para a família Bourbon por um momento carregado de emoção e despedida. María de las Mercedes, condessa de Barcelona e mãe do rei emérito Juan Carlos I, passou as suas últimas celebrações de véspera de Ano Novo rodeada pelos entes queridos na ilha de Lanzarote, num cenário que, à época, ninguém poderia imaginar como sendo os seus últimos dias.

Segundo o 'Lecturas', embora Juan Carlos nunca tenha sido o filho preferido da mãe, uma vez que esse lugar pertencia a Alfonsito – que morreu tragicamente aos 14 anos, no Estoril, com um tiro disparado inadevertidamente pelo irmão –, para o monarca, María de las Mercedes sempre foi a sua maior fraqueza. Quando a condessa manifestou o desejo de reunir toda a família no final de 1999, Juan Carlos empenhou-se para que o pedido fosse cumprido.

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Em entrevista para o seu livro de memórias 'Reconciliação', o rei emérito recorda: “Ela era uma mulher tão gentil e modesta que era difícil negar-lhe qualquer coisa. As férias de 1999 foram especiais porque estávamos prestes a entrar no novo milénio, e a minha mãe estava ansiosa por fazer planos memoráveis.” Para concretizar o desejo da mãe, Juan Carlos contactou irmãs e sobrinhos, garantiu reservas e escolheu o local ideal, assegurando que todos pudessem estar juntos com total privacidade.

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La Mareta, a residência em Lanzarote oferecida pelo rei Hussein da Jordânia a Juan Carlos e projetada pelo icónico César Manrique, revelou-se perfeita. A última visita da família à moradia tinha ocorrido sete anos antes, após a morte de Dom Juan de Borbón, marido da condessa e pai de Juan Carlos I, quando todos se reuniram para lamentar a perda.

A família chegou a Lanzarote no dia 29 de dezembro e passou a véspera de Ano Novo com o jantar tradicional, as passas e os brindes. Dois dias depois, em 2 de janeiro de 2000, a notícia inesperada abalou todos: “Boa tarde, Dona Maria de las Mercedes de Borbón y Orleans, condessa de Barcelona e mãe do rei, faleceu no início desta tarde”, divulgou a Casa Real. A matriarca dos Bourbons morreu rodeada pela família, encerrando de forma silenciosa e íntima um ciclo de gerações.

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O encontro de 1999, embora planeado como uma celebração de passagem de milénio, tornou-se inadvertidamente o último testamento afetivo de María de las Mercedes.

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