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Depois do emotivo caso de Noelia Castillo Ramos, recordamos todos os famosos que lutaram por um suicídio assistido

A eutanásia saltou outra vez para a ordem do dia após a morte medicamente assistida da jovem espanhola de 25 anos que deixou a Espanha dividida e o mundo em suspenso.
Por FLASH! | 27 de março de 2026 às 14:44
Françoise Hardy, Alain Delon, Tina Turner Foto: Flash

A história de vida de Noelia Castillo Ramos está a chocar e a dividir a Espanha, país onde a lei da morte medicamente assistida entrou en vigor em junho de 2021 O debate está na rua, mas a jovem de 25 anos conseguiu fazer vencer a sua vontade: ter uma morte medicamente assistida, ou seja, eutanásia. A luta judicial foi muita, mas ao cabo de 20 meses o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos deu-lhe razão e Noelia morreu esta quinta-feira, 26, como queria. 

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O caso da jovem espanhola colocou a questão do direito de morrer de forma digna novamente em cima da mesa de muitas sociedades onde o assunto continua a dividir as opiniões a favor e contra a eutanásia. Perante os debates que têm surgido, a FLASH! recorda o caso de alguns famosos que lutaram na Justiça por terem uma morte como queriam.

O caso da cantora francesa Françoise Hardy está entre os mais mediáticos. Em 2018 foi-lhe diagnosticado um cancro e iniciou um longo protocolo de tratamentos ao cabo do qual passou a ter "constantes problemas respiratórios e crises de asfixia, para não falar das hemorragias nasais intermináveis", contou na altura. "Não tenho medo da morte, mas tenho muito, muito medo de sofrer", assumiu a artista.

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Tornou-se uma "bandeira" da luta pelo direito à eutanásia em França. Morreu no dia 11 de junho de 2024, aos 80 anos, após uma longa batalha contra um cancro na faringe. Acabou por não assistir à legalização da morte medicamente assistida no seu país. Já o escritor belga Hugo Claus conseguiu o que queria: morreu por eutanásia no seu país em março de 2008. "Claus sofria de Alzheimer. Ele próprio determinou a hora de sua morte e solicitou a eutanásia”, afirmou o seu editor, De Bezige Bij, no comunicado oficial do seu falecimento.

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Também o ator Alain Delon, que morreu em agosto de 2024 após ter lutado anos contra um linfoma, chegou a viver na Suíça, onde a eutanásia é legal, para cometer suicídio assistido. Acabou [ao que parece] por nunca recorrer a este método apesar de ter sido um acérrimo defensor do direito a antecipar a própria morte. O mesmo aconteceu com a cantora Tina Turner.

A cantora, que vivia na Suíça, morreu em maio de 2023 de "causas naturais, após uma longa doença", que não foi especificada pelo porta-voz da família. A cantora, que tinha lutado contra um cancro no intestino, tinha também sido submetida a um transplante renal em 2017. Quando enfrentou o cancro, mostrou-se a favor da eutanásia e chegou a assinar um pedido para realizar o procedimento. Tina Turner mudou, contudo, de ideias depois de o marido, Erwin Bach, lhe ter doado um rim. 

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