Humilhação real! A mulher que rejeitou Juan Carlos e o obrigou a casar com a rainha Sofia
Antes de subir ao altar com a Doña Sofia, o jovem Juan Carlos viveu uma paixão avassaladora no Estoril por María Gabriella de Saboia, a princesa que recusou o trono espanhol em nome da sua própria liberdade.A história da monarquia espanhola poderia ter sido radicalmente diferente se o coração de um jovem Juan Carlos de Bourbon, então carinhosamente tratado por "Juanito", tivesse sido correspondido. Conforme refere um artigo recente da revista espanhola 'Lecturas', baseado no livro de memórias 'Reconciliación', da autoria da historiadora Laurence Debray, a rainha Sofia não foi a primeira escolha do monarca emérito. Aos 18 anos, o alvo da sua paixão era a princesa María Gabriella de Saboia, a mulher a quem propôs casamento e de quem acabou por receber uma nega histórica.
Os dois cresceram juntos no exílio no Estoril, partilhando a vivência comum de famílias reais afastadas dos seus países por força da guerra. A cumplicidade transformou-se em romance após um episódio digno de um filme, relatado pelo próprio Juan Carlos. Durante uma tarde na casa do Conde de Paris, María Gabriella caiu a uma piscina e, por não saber nadar bem, começou a debater-se na água. O jovem "Juanito" saltou de imediato para a socorrer, tornando-se o herói do dia. Daí nasceu uma forte ligação amorosa que duraria seis anos.
"Durante muito tempo conservei uma foto dela na minha mesinha de cabeceira na Academia Militar", confessa Juan Carlos I, recordando o impacto do seu primeiro amor.
De acordo com os detalhes avançados pela 'Lecturas', María Gabriella era descrita por Juan Carlos como uma jovem "bela, de figura esbelta, cabelos dourados" e dona de uma enorme alegria de viver. Contudo, era também uma mulher profundamente marcada pelo trauma de 1946, ano em que a sua família foi expulsa de Itália após a proclamação da República. Essa experiência precoce do desterro fê-la criar uma forte aversão aos deveres da realeza.
Quando Juan Carlos se ajoelhou e a pediu em casamento, a resposta foi um "não" determinado. A princesa italiana não queria ser rainha. Mas o futuro monarca espanhol não foi o único a receber 'nega': María Gabriella recusou também as propostas de casamento do rei Balduíno da Bélgica e do Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlevi, que procurava uma noiva de olhos claros após o divórcio de Soraya.
"Ela reivindicava a sua liberdade e não queria estar sujeita aos deveres da realeza. Seguramente era a sua forma de proteger-se", justifica agora o pai do Rei Felipe VI.
A rejeição deixou marcas profundas no jovem cadete, que levou o retrato de "Ella" – como lhe chamava em privado – para a sua formação militar, alimentando durante anos a esperança de que a princesa recuasse na sua decisão. Tal nunca aconteceu. Sete anos após o casamento de Juan Carlos com Sofia de Grécia, cujo destino começou a traçar-se num banquete real em Londres, María Gabriella de Saboia escolheu finalmente o seu companheiro de vida.
Determinada no seu desejo de independência, a princesa acabou por casar com Roberto Zellinger de Balkany, um empresário sem qualquer pingo de sangue azul, com quem esteve casada cerca de uma década.