A dor de perder a 'mãe' de uma vida: Guilherme Castelo Branco revela boicote de Roger, filho de Betty Grafstein, que o impede de estar com a madrasta
Após 31 anos de cumplicidade, Guilherme, o filho de José Castelo Branco, foi cortado da vida de Betty Grafstein e assume ter feito um luto antecipado.Afastado de Betty Grafstein desde que rebentou o escândalo e a batalha judicial que envolve o seu pai, José Castelo Branco, Guilherme Castelo Branco quebra agora o silêncio sobre a dor de ter sido cortado da vida da mulher que o ajudou a criar. Em entrevista à TV Guia, o filho do socialite abriu o coração e revelou o drama familiar que vive em privado, assumindo mesmo já ter feito um luto antecipado da madrasta de 97 anos, que vive agora nos Estados Unidos longe de todos os que conhecia em Portugal.
Com o processo judicial a arrastar-se no tempo e sem qualquer canal de comunicação aberto com Roger Basile, filho da joalheira norte-americana, Guilherme assume o desalento perante o bloqueio de contactos. "Desde que me foi impedido o acesso nunca mais falei com ela [Betty Grafstein]. Eu tentei quatro vezes com a pessoa em questão [Roger] e das quatro não obtive resposta. Numa delas tive resposta mas para me dizer que nunca mais falava comigo", contou, visivelmente amargurado. Apesar de garantir que a família tem os seus contactos diretos, o comentador recusa-se a forçar uma reaproximação à força. "Não vou andar a pressionar se não me querem ouvir", rematou.
A rutura é particularmente dolorosa para Guilherme, que partilhou quase toda a sua vida com Betty Grafstein. A convivência começou quando tinha apenas 6 anos e manteve-se inabalável ao longo de mais de três décadas. "Foram quase 31 anos em que a Betty fez parte da minha vida. Falávamos ao telefone com muita frequência, fazia videochamadas, ela via a minha filha. E sempre falou bem de mim, sempre que estivemos juntos. Ela disse que me amava e que queria sempre fazer parte da minha vida", recordou, destacando o afeto mútuo que sempre os uniu.
Perante a idade avançada da joalheira (97 anos) e o muro erguido pelo filho desta, o jovem comentador de televisão confessa que teve de passar por um doloroso processo de aceitação psicológica para se conseguir proteger. "Eu senti que para me proteger tinha que fazer um luto. Cheguei à conclusão de que provavelmente nunca mais a vou ver em vida", desabafou, admitindo o turbilhão emocional por que passou até chegar a este ponto. "Tive a minha fase de negação, fase de revolta... As várias fases de luto normais, e aceitei. Não posso fazer mais nada. Tentei antecipar-me, mas sei que quando acontecer vou passar por outro luto."
Consciente de que a notícia da partida da madrasta pode chegar a qualquer momento, Guilherme antecipa um adeus triste, mas em reflexão íntima. Sem garantias de que seria bem acolhido num eventual funeral, prefere resguardar-se de episódios de tensão familiar. "Sei que isso vai acontecer e eu não vou poder despedir-me. Vou despedir-me na minha privacidade", explicou, reforçando que não precisa de presença física para prestar a sua última homenagem. "Nós podemo-nos despedir à distância, na minha intimidade, a rezar, seja o que for."
Conhecido pelo seu perfil discreto, o filho de José Castelo Branco encerra o assunto de forma contida e serena, coerente com a forma como lida com as maiores dores da vida. "Eu não costumo chorar, não sou pessoa de choro fácil. Mais depressa me acontece se estiver a passar por uma situação que me traga uma memória muito forte do que propriamente no momento em que estamos a fazer o adeus."