A "mão marota" de Nuno Markl e outras confusões do humorista que envolvem o herói do momento Trubin
Entre desafios físicos e episódios insólitos, Nuno Markl tem encarado a recuperação após dois AVC com o humor e a resiliência de sempre.Nuno Markl voltou a fazer-se ouvir em direto na Rádio Comercial na manhã desta quinta-feira, dia 29, ao entrar na rubrica 'O Homem que Mordeu o Cão', integrada no programa das manhãs. Ainda em processo de recuperação após ter sofrido dois AVC, o humorista, de 54 anos, aproveitou a intervenção para atualizar os ouvintes sobre o seu estado de saúde, sem nunca perder o tom bem-humorado que lhe é característico.
Segundo Markl, a evolução tem sido positiva, apesar de exigente. A mobilidade está a melhorar de forma gradual, nomeadamente ao nível da marcha. O radialista explicou que já consegue subir e descer escadas, embora com apoio, descrevendo o processo como uma verdadeira “odisseia”. Ainda assim, garantiu que tudo tem corrido dentro do esperado e que a recuperação segue um rumo animador.
Um dos maiores desafios continua a ser o controlo da mão esquerda, à qual deu o nome de “Cassandra”, apelidando-a de “mão marota”. Entre relatos bem-dispostos, Markl contou que os movimentos surgem muitas vezes de forma inesperada e não quando são conscientemente solicitados. “Quando me esforço, nada acontece; depois, quando bocejo, ela mexe sozinha”, descreveu, confessando que nunca “insultou tanto uma parte do corpo” como agora.
A situação chega mesmo a ter episódios insólitos. O humorista contou que, ao espreguiçar-se, os dedos da mão esquerda fazem espontaneamente um gesto de vitória que ele não consegue reproduzir por vontade própria. Noutro momento, relatou que o braço se levantou sozinho e que a mão acabou por lhe dar uma pancada na testa. "A Cassandra vem fechada na minha direção e aplica-me um carolo na testa!" contou com humor.
Para além das atualizações sobre a saúde, Nuno Markl comentou também um tema da atualidade desportiva: a vitória do Benfica na Liga dos Campeões. Assumindo, como é habitual, a sua total falta de afinidade com o futebol, contou um episódio ocorrido num grupo de mensagens com os colegas da rádio. Ao ler referências exaltadas a Trubin, o guarda-redes encarnado, Markl interpretou a conversa como se se tratasse de um problema de saúde de Pedro Ribeiro, acreditando que “Trubin” seria um medicamento, o que arrancou gargalhadas no estúdio.