De Portugal à Sérvia: Ljubomir Stanisic acredita numa "luta sem sangue"
O chef sérvio celebrou um momento que considera histórico para o seu país de origem e deixou uma mensagem onde fala de liberdade, esperança e orgulho num povo que, garante, "mudou o curso da História".Ljubomir Stanisic, de 48 anos de idade, não escondeu a emoção ao reagir aos resultados das legislativas antecipadas na Sérvia, que ditaram a derrota do ex-presidente Aleksandar Vucic, figura central da política do país nas últimas décadas, acusado de ataque às instituições democratas. Numa publicação nas redes sociais, o chef sérvio radicado em Portugal mostrou-se profundamente emocionado com o desfecho eleitoral e com o papel desempenhado pelos estudantes nos protestos dos últimos anos.
"Liberdade depois de quase 40 anos de ditadura", começou por escrever, numa mensagem carregada de significado pessoal e político.
Para o mediático chef, o resultado das eleições representa muito mais do que uma simples mudança de poder. "Isso já seria um acontecimento histórico. Mas o que se passou nas eleições da Sérvia, foi algo que vai parar a todas as enciclopédias. Um grupo de estudantes mudou o curso da história. Um grupo de jovens fez mudar a História", destacou.
Ljubomir Stanisic elogiou ainda a persistência dos jovens que lideraram os protestos contra o regime, sublinhando que não cederam perante as dificuldades. "Não desistiram, mesmo sofrendo pressões de todo o tipo. Durante dois anos, vieram para as ruas falar alto sobre liberdade. E sem nunca usar violência, usando um coração como símbolo da sua revolução, trouxeram a população para uma nova vida: a liberdade", escreveu.
Numa das passagens da publicação, Ljubo confessou o orgulho que sente pelo povo sérvio. "Não tenho palavras para expressar o orgulho que tenho destes estudantes, deste povo que voltei a sentir como meu, após quatro décadas de costas voltadas para ele", afirmou.
A mensagem termina com uma nota de esperança no futuro e uma referência a Portugal: "Esta geração, estes jovens, trazem um novo nível de esperança para o mundo. Portugal já fez o mesmo, em 1974. Eu acredito nesta luta sem sangue. Eu acredito no futuro. Na esperança, na justiça, na força de um povo. Que feliz estou."