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Recorda-se de Beatriz Lebre, a jovem assassinada aos 23 anos? Mãe não quer que Portugal a esqueça

Foi assassinada por um colega de faculdade e, mais de seis anos depois, a mãe continua a lutar para que Beatriz Lebre não seja lembrada apenas pela forma brutal como morreu, mas também pela jovem que era antes do crime.
Por Ana Cristina Esteveira | 09 de outubro de 2026 às 14:47
Beatriz Lebre Foto: Flash
Beatriz lebre Foto: Flash
Beatriz Lebre, Ruben Couto Foto: Flash
Beatriz Lebre Foto: Flash
Beatriz lebre Foto: Flash

Beatriz Lebre tinha 23 anos, era natural de Elvas e estudava Psicologia em Lisboa. No ISCTE, frequentava o mestrado em Psicologia Social e das Organizações. Fora da faculdade, interessava-se por música, cinema, teatro, filosofia e literatura. O piano era uma das suas grandes paixões.

A família deixou de conseguir contactá-la em maio de 2020. As buscas terminaram de forma trágica a 29 de maio, quando o corpo da estudante foi encontrado no rio Tejo, junto a Santa Apolónia. Rúben Couto, de 25 anos, colega de mestrado, tinha confessado o homicídio. O crime ocorrera uma semana antes, na noite de 22 de maio.

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A investigação apontou para uma aproximação amorosa não correspondida. Mas Paula Lebre fez questão de corrigir uma versão que começou a circular na comunicação social: Rúben Couto não era namorado da filha. Eram colegas de faculdade. A mãe não queria que lhe fosse atribuída uma relação que Beatriz não reconhecia — muito menos que essa ideia ficasse associada à memória da jovem.

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O processo nunca chegou a julgamento. Rúben Couto, que estava em prisão preventiva, foi encontrado morto no Estabelecimento Prisional de Lisboa, no início de julho de 2020. A sua morte deixou por realizar o julgamento que permitiria discutir o caso em tribunal.

Agora, Paula Lebre prepara-se para publicar 'Beatriz: uma melodia interrompida'. O livro chega às livrarias em outubro e nasce da vontade de recuperar a vida da filha para lá das notícias sobre o homicídio. Nas palavras da editora, a obra reúne memórias de uma mãe que procura prolongar no livro a existência de Beatriz e chamar a atenção para a violência contra as mulheres.

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A publicação tem lançamento marcado para 24 de outubro, em Elvas, e para 28 de outubro, no ISCTE, em Lisboa — dois lugares ligados à vida de Beatriz.

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