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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues A Grelha da Semana

Notícia

Cristina, Daniel e Eurovisão

A transferência da apresentadora, a mudança na liderança de Carnaxide, a Eurovisão em Lisboa e o ataque das generalistas à medição de audiências são os factos do ano que ficarão para a História.
28 de dezembro de 2018 às 08:00
daniel oliveira, cristina ferreira
daniel oliveira, cristina ferreira

Quando se fizer o balanço da década na televisão portuguesa, 2018 vai ter vários acontecimentos registados. Foi um ano histórico para a indústria. Desde logo porque, pela primeira vez nas várias décadas de existência, a RTP teve de organizar um Festival da Eurovisão, fruto da vitória, no ano anterior, de Salvador Sobral.

Um desafio gigantesco ultrapassado com segurança, e até com alguma inovação, sobretudo com a decisão de colocar 4 apresentadoras aos comandos do espectáculo. Outro factor relevante na História do ano que agora termina: a mudança de Cristina Ferreira da TVI para a SIC, além de ter sido totalmente inesperada, marca uma nova fase do mercado das estrelas televisivas em Portugal, e o futuro próximo mostrará que nada será igual daqui para a frente.

As novidades relevantes de 2018 não ficam por aqui: a inamovível SIC, a estação de televisão mais conservadora nos valores e no quadro dirigente, mudou de direcção de programas, com a ascensão de Daniel Oliveira ao cargo a significar uma ruptura geracional e uma mudança de paradigma, como aqui fomos registando ao longo do ano.

A SIC enterra o discurso das audiências comerciais com que, durante anos, disfarçou fracassos, e assume, a partir de agora, que quer desafiar a liderança da TVI, liderança essa que, ao fim de 18 anos, nunca tinha sofrido um ataque tão consistente. Mas há também um lado lunar, obscuro, no ano de 2018: RTP, SIC e TVI sonharam controlar a medição de audiências. Uma ameaça grave. Teremos todos de estar atentos contra os potenciais abusos numa actividade fundamental para a democracia portuguesa como é a televisão.

CATARINA FURTADO

A emissão de Natal do 'The Voice' teve um momento alto na homenagem a Catarina Furtado, apresentada como "alma do programa". Furtado tem-se aguentado na RTP1, e isso reforça-lhe a consistência como apresentadora. Veremos se a filosofia da nova SIC não a obrigará a voltar às origens. Catarina é um valor seguro da televisão.

MAIS UMA GOLEADA

Já é tradicional a vitória da SIC na quadra natalícia. Mas, este ano, com a SIC acima dos 21%, a grande novidade foi a queda da TVI para último, bem atrás da RTP1, e com incríveis 14% de share no dia 24, a 3 pontos percentuais de distância do canal 1. Estará a TVI a afastar-se do sentimento profundo das famílias portuguesas?

SIC NOTÍCIAS COM GRELHA DE RADICAL

A integridade do canal de informação da SIC tem sido alvo de ataques por parte da empresa com opções muito difíceis de entender. Sábado passado, o horário nobre foi ocupado por uma gala de entrega de prémios de economia, que cheirava a tudo menos a opção informativa de qualidade a pensar no espectador. Na noite do dia 25, dia de Natal, estreou um formato inenarrável, chamado 'Verdade ou Consequência', com um apresentador em estreia, e com uma filosofia que ficaria muito bem… na SIC Radical. Que se passa?

COLETES AMARELOS

A mobilização popular foi fraca, mas bastava ver e ouvir alguns manifestantes, em directo nas televisões, para entender que os motivos do descontentamento estão lá, e estão suficientemente sistematizados na cabeça de muitos portugueses que os enunciam quase instantaneamente quando lhes colocam um microfone à frente. Corrupção, dinheiro público mal gasto, enriquecimento ilícito, desigualdades crescentes: eis o dia em que o povo fez um tratado de sociologia política do Portugal moderno, em diretos de hora a hora.

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