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Porque é que o Agricultor ganha?

Se a TVI tem razões para sorrir com os resultados dos últimos tempos, o mesmo não se pode dizer com o suprassumo do "nunca falha" da estação: o reality show Big Brother. O que se passa com o formato nesta edição? O que faz com que perca para o "mais do mesmo" Quem Quer Namorar com o Agricultor? A resposta é fácil de encontrar para quem, no último domingo, tenha estado em frente ao televisor "zappando" entre SIC e TVI ao longo do serão.

O cada vez mais evidente “separar das águas”

Vamos voltar atrás dois anos. Os Globos de Ouro de 2019 ditaram o princípio do fim de Cristina Ferreira na estação para onde se havia mudado e onde era a estrela mais cintilante. Cristina vivia um momento de glória: era líder de audiências, era rainha na internet, vendia a própria estação onde estava e o aumento de capital desta, enfim, transformara-se numa espécie de Midas, já que virava "ouro" tudo aquilo em que tocava. Eleita para apresentar a mais importante gala da SIC, a fada milagrosa da estação decidiu aproveitar o momento e ela própria brilhar. Fez um desfile de modelos de vestidos, quase ofuscou convidados e tanto, mas tanto fez que no final se viu isolada no seu pedestal, agarrada a Cláudio Ramos.

De 'Quer o Destino' a 'Festa é Festa'. O que tem mudado na novela?

Como é que 'Quer o Destino' se transforma na única novela elegível para os Emmy? Muito simples: porque a forma de fazer novela em Portugal tem sofrido muitas mudanças, entre elas transformar as produções, de uma forma geral, em produtos em que a comédia ganha cada vez mais força.

Politicamente correto

Comecemos por aquela questão inevitável que se pode fazer a quem programa: o que (co)move as pessoas? Uma leitura rápida dirá, as grandes causas: racismo, homofobia, género, feminismo, ambiente... Estamos todos de acordo que estes são os grandes temas que os "twitteiros" adoram e que quem é obcecado por "estar sempre em cima do acontecimento" não pode passar ao lado.

Em equipa que ganha... voltamos a mexer!

Qual a última para nos "surpreender" – essa palavra que as televisões tanto gostam? Inventar apresentadores novos para o Big Brother. A minha pergunta, sentada no sofá, arrasada de tanta mexida, é: "Mas para quê?" Não estava bem como estava? O programa não era líder incontestado com Teresa Guilherme ou, depois, com Teresa Guilherme e Cláudio Ramos? Então, mexer para quê?

A grande lição de como escrever ficção

Pouco tempo depois da estreia da novela 'Festa É Festa', li várias declarações de atores da mesma afirmando – como se fosse a coisa mais normal deste mundo – que muitos diálogos das suas cenas eram os próprios que criavam. Achei curioso. Pode ser olhado como liberdade criativa, pode sim, senhor, é de louvar a vontade de melhorar a personagem e torná-la mais "real", mas levanta questões: ou o texto não tem qualidade e tem de ser melhorado por quem o interpreta, ou não há direção de atores e cada um faz o que quer.

Querido Rogério

De repente perdemos a Maria João Abreu (já para não falar de Sara Carreira), o Filipe Duarte, o Pedro Lima e agora temos o Rogério neste ponto. O ponto "mas o que é que vai acontecer". O ponto "e agora?", o ponto "tanto para fazer"... Então, Rogério, vamos ver se nos entendemos: trata de te pôr bom rapidamente. Sabes porquê? Porque já és dos raros. Dos raros que fazes falta no cinema, na televisão, no palco, onde te der na gana trabalhar.

De Cristina a Catarina: o que as distingue?

'É Urgente o Amor' tinha tudo para ser mais um programa lamechas, daqueles que já nos habituámos a ver em todos os canais, a puxar à lágrima fácil, que conta histórias de gente anónima que por alguma razão decide dar a cara e aparecer na televisão para expor a sua história. No entanto, o formato é algo totalmente diferente disso. E há uma razão para ter conseguido "dar a volta": Catarina Furtado.

O que vale mais? Talento ou seguidores?

Toda a gente tem direito e dever de evoluir, de crescer. Desde que tenha capacidade para isso, que possa abrir as asas e percorrer os céus mostrando talento. Trocá-lo por seguidores é que não. Ter atrizes e atores no desemprego para dar a vez a quem possa trazer popularidade ao produto televisivo... é pouco.

No futebol como na vida…

Somos uns queridos, nós, neste nosso Portugal. Há coisa de dois meses metemos na cabeça que a pandemia já era, repetimos "isto já não fecha", fizemos nossa a voz de governantes e de "sábios" que espalham doutrina da treta nas redes sociais. Como bons treinadores de sofá, opinámos e fixamo-nos na estrada de forma mais ou menos afoita. Afinal, já estávamos – como não cansávamos de repetir – no "pós-pandemia".

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