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Nesta era da globalização em que nos tornámos testemunhas directas de qualquer acontecimento, seja qual for a parte do Mundo, as imagens que nos últimos dias chegaram de Manchester são de tal modo terríveis que nem é possível comentá-las. É certo que a sequência de atentados terroristas, disseminados um pouco por toda a Europa, criou a aparência de que já saberíamos conviver com estes homens tresloucados que, aqui ou ali, tiveram o prazer mórbido de lançar a tragédia e o caos. Ainda mão se chegou à fase de encolher os ombros e com indiferença comentar: foi apenas mais um atentado!, mas conhecemos os procedimentos. O padrão é sempre o mesmo. Grandes concentrações de pessoas com a certeza de que a comunicação social lhes dará grande divulgação, que potencia ainda mais o medo, e lá explode mais outra bomba, matando a eito os inocentes que por ali se encontram.
Quem conhece os meandros da violência, e neste caso, a violência dos simpatizantes da causa Daesh, compreende que a maioria dos alvos são manifestações materiais ou simbólicas de determinadas formas de poder. E o poder é coisa de adultos.
Aquilo que se passou em Manchester não tem explicação no terreno do Humano ou dos valores inscritos no conceito descrito como Humanidade. Matar crianças e adolescentes a eito, sabendo-se que o espectáculo era dirigido a pessoas com estas idades, é qualquer coisa que não é compreensível para um vulgar ser humano. Nem se pode falar em desumanidade. A brutalidade do acto criminoso está no terreno do inumano, indiscritível á luz na nossa compreensão da violência.
A coisa torna-se mais séria quando se sabe que o autor é um jovem de 22 anos. Como se explica tanto ódio, tanta violência, tanta amoralidade? Não sei. Reconheço humildemente a minha ignorância para explicar a barbárie. Só tenho lágrimas. Lágrimas pelas crianças de Manchester.