O ex-líder do CDS/PP, Francisco Rodrigues dos Santos, revisita derrotas, confronta divisões internas e fala sobre a transformação pessoal e política que o afastou de rótulos. Entre vitórias silenciosas, aprendizagens com fracassos e o ajuste de contas com o passado, garante que nunca abandonou a base humanista que sempre o guiou: humanismo, dignidade e defesa dos mais vulneráveis permanecem como sua bússola.
Desde que foi fundado em julho de 1974, o CDS-PP corre o risco de perder pela primeira vez a sua representação na Assembleia da República. Os cenários para as eleições de domingo não são animadores e um desastre eleitoral pode significar mesmo o fim do partido. Mas isso será o fim político do seu presidente, Francisco Rodrigues dos Santos?
Há que dar a mão à palmatória: o interesse suscitado pelos debates foi enorme, e isso traduziu-se em audiências muito interessantes para as estações. Os debates foram bem realizados, com uma ou outra falha técnica. O nível médio dos moderadores foi bom, com diferenças entre si. A duração, curta, que muitos criticaram, aproveitou à qualidade do espetáculo.
Há, porém, imagens dignas de registo. Como a de Marcelo no multibanco. É já uma das imagens do ano. Rejeitado o Orçamento havia poucos minutos, e horas antes de receber Costa e Ferro, eis que o Presidente da República sai da palácio e vai pagar uma conta, em sinal de normalidade. Marcelo sabe o suficiente de televisão para tudo ter previsto ao milímetro.
O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, esteve na Madeira num jantar com militantes centristas e foi surpreendido por um sismo que o deixou assustado. Vídeo.
Chama-se Inês Guerra Vargas, nutricionista de profissão, é a mulher ao lado de 'Chicão', o jovem advogado que acaba de ser eleito sucessor de Assunção Cristas à frente dos centristas.