Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever o irrequieto Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma alegada bandeira. Deu um puxão de orelhas ao Governo quando geriu mal o drama dos fogos, em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por um escândalo que o magoou muito: cortou relações com o filho, Nuno, que envolveu o pai num caso que manchou a sua reputação e notoriedade.
O antigo primeiro-ministro andava desaparecido há anos, apareceu numa manhã fria e soalheira, e zás, provocou um terramoto político, com réplicas ao longo do dia em todos os quadrantes políticos, e com direito a um tsumani de análise televisiva à noite. André Ventura, do Chega, ergueu um altar ao estadista que admira. Luís Montenegro aproveitou a boleia das palavras de Passos para fazer oposição. Costa não gostou, levou o tema para o misticismo e falou de um alegado Diabo à espreita. Mas, afinal, o que anda a fazer o senhor Passos por aí?
Ontem acabou oficialmente um ciclo político para António Costa. Sai do Governo acossado e sob suspeita. E o que vai fazer agora o homem que há 48 anos respira e transpira política por todos os poros? Vai-se reformar e namorar com a sua mulher, Fernanda? Vai deixar passar a poeira das acusações e das suspeitas e rumar a Bruxelas, assim os socialistas tenham como o eleger Comissário Europeu? Ou vai vingar-se de Marcelo e suceder-lhe em Belém? Quieto é que não vai ficar. Ninguém segura o velho "puto que colava cartazes do PREC".
Nasceu no meio de sapatos e máquinas, foi jotinha em Aveiro, casou-se com uma namorada do PS e é ele o grande arquiteto de uma solução que salvou o PS em 2015.
À descida da segunda vaga, foi proclamada a libertação. Conversa demagógica. Afirmações sem escrúpulos e sem horizonte no olhar. E aqui estamos, pronto a encerrar 2021, confinados, em sofreguidão por testes e autotestes, desorientados, temendo o primeiro mês de 2022 e novas vagas. Para agravar a situação, estamos a um mês de eleições e já se percebeu que a campanha eleitoral vai gerir os nossos receios, as nossas desconfianças, aproveitado o vírus para a manipulação política.
Conheceram-se no PS, apaixonaram-se e casaram há 9 anos. Por "opção" não têm filhos, mas têm-se um ao outro. Contamos a maravilhosa história de amor de Ana Paula e Eduardo Arménio, a dupla de ex-ministros socialistas que se apoiam nas horas más. Seja quando ele é despedido, seja quando ela teve que lutar contra dois cancros agressivos.
Marta e Jorge formam o casal que mais percebe de Saúde Pública em Portugal. Ela diz que ele agora se dedica a cozinhar lá em casa, mas não diz qual é a especialidade dele. Prestes a serem avós, apostamos que os dois passam uns serões muito animados a degustar os pratos confeccionados por ele e a gizar estratégias para pôr a saudinha dos portugueses na linha, a controlar o SNS, ou com ele a dar-lhe dicas para pôr a pandemia em sentido. Ah, e ele é "brigão" e defende a sua dama nas redes sociais. Casos não lhe faltam.
Trata-se de um programa de perguntas e respostas, que foge ao habitual porque o participante é metido numa geringonça. Podia funcionar, mas nada contraria a frieza da máquina onde o concorrente é agitado.
Quando um político “passa bem na televisão” e até constrói um discurso que agrada aos seus eleitores, mas é desmascarado em grave contradição, isso é... o fim da carreira de Ricardo Robles.
Eu sei que o meu mundo é feito de palavras com as quais construo histórias, romances, crónicas e ficções e que as palavras não têm a capacidade de resolver tudo. Sempre disse que um médico faz muito mais falta do que um escritor, e agora acrescento e um bombeiro também faz, mas já aprendi que cada um de nós pode fazer a diferença se não ficar calado.
Há muito que não ouvia Water Boys, nem Smiths, nem outras bandas do tempo em que os smartphones só apareciam em filmes de ficção científica. Não sou dada a nostalgias, gosto de descobrir bandas novas, mas há músicas que são como certos amores, quando nos entram para o coração, nunca mais saem. Ninguém tem culpa, é uma coisa que pode acontecer.