Nove meses depois da tragédia que ceifou a vida ao jogador português e ao irmão, André Silva, a viúva de Jota e os pais enlutados aceitaram regressar àquele fatídico dia de julho, para um livro de homenagem ao craque. Da despedida feliz, depois de umas férias emotivas, ao momento em que perceberam que algo estava mal, familiares falam pela primeira vez sobre o dia em que começou o maior pesadelo das suas vidas. "A minha cabeça parou ali", recordou Rute.
Depois dos meses mais duros e de uma apatia inerente e necessária ao luto, a viúva de Jota tem tido um renascimento lento, sendo que, além dos filhos, foi precisamente nas paixões do marido que encontrou um renovado sentido para viver.
Portugal despediu-se de António Lobo Antunes no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Entre lágrimas, homenagens e emoção, familiares, amigos e figuras públicas, incluindo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro Luís Montenegro, marcaram presença nesta última homenagem ao escritor.
Longe de casa, Rute Cardoso foi surpreendida por tributos emocionantes a Diogo Jota na China, num momento que mostrou que o jogador continua a tocar corações em qualquer parte do mundo.
Viúva começa a reerguer a sua vida com passos sólidos, tendo nos três filhos a sua força, prioridade e pilar. Depois da angustiante dor dos primeiros meses, que a paralisou, são as crianças que a impelem a agir para concretizar sonhos que também eram de Diogo Jota e que Rute quer tornar reais.
Desde a trágica partida de Diogo Jota, Rute Cardoso tem surgido como um símbolo de resiliência, transformando a dor em homenagens discretas, mas profundamente simbólicas