Perdeu tudo! A nova vida do ex-príncipe André no exílio com um único ombro amigo na família real, renegado por todos
Depois de revelado o seu envolvimento no escândalo em torno de Jeffrey Epstein, André entregou os luxos e fechou a porta do palacete de Windsor, mudando-se para uma mais modesta casa de campo, onde ninguém o visita e está cada vez mais confinado ao isolamento.A decisão foi clara, para não deixar margens para dúvidas. Face à ligação óbvia do príncipe André ao escândalo de pedofilia de Jeffrey Epstein, o irmão, Carlos III, retirou-lhe não só os títulos reais como todas as regalias, o que implicou que o monarca, de 66 anos, tivesse de se despedir da sua imponente mansão em Windsor, com mais de 30 dormitórios, propriedade da Casa Real britânica, e fazer as malas para um novo e mais modesto lar.
No início de abril, ficou concluída a sua mudança para Marsh Farm, na propriedade de Sandringham, uma habitação muito mais austera, que servirá de residência a André Mountbatten e que é vista como uma espécie de exílio. Ali, longe do burburinho mediático, mas também da movida londrina, está confinado a um isolamento, que se agravou com a revelação do escândalo. Agora, o príncipe é visto como uma persona non grata e viu o clã virar-lhe costas, a começar pelas duas filhas, Beatrice e Eugenie, que cortaram laços com o pai. Mas não só. Kate Middleton e William restringiram todas as comunicações. Com o monarca, Carlos III, igualmente e, de acordo com o 'Daily Mail', há apenas um elemento da família que se mantém em contacto.
Antes da Páscoa, o príncipe Eduardo - irmão de Carlos, André e da princesa Ana - foi visto no exílio de André para uma visita fugaz. Diz-se que o monarca está bastante preocupado com a saúde mental do príncipe e com este novo isolamento, razão pela qual fez questão de ir até Sandringham para demonstrar o seu apoio, o que foi um ato único. Na mesma altura, vários membros da realeza britânica encontravam-se nas imediações a propósito da pausa de Páscoa, mas a verdade é que ninguém ousou pisar Marsh Farm, que é vista como a nova maldição para o clã, que desde Meghan Markle tenta escapar a novas polémicas, mas parece, no entanto, perseguido por estas, sendo que agora cada passo é medido ao detalhe.
O PASSADO QUE ISABEL II TENTOU CAMUFLAR
O caso Jeffrey Epstein trouxe à tona aquilo que durante muito tempo a rainha Isabel II tentou esconder. Não é segredo, e sempre foi dito - mesmo em tom de brincadeira - que André era o filho predileto da monarca, razão pela qual sempre lhe amparou todos os golpes. Quando Isabel II morreu, em 2022, foi como se André perdesse a aura de impunidade em que estava envolvido, e o irmão, Carlos III, não teve a mesma condescendência da mãe, tomando medidas severas mal chegou ao poder.
Desde então, o passado do ex-duque de York continua a vir à tona, com o temperamento agressivo a ser amplamente publicitado. Segundo revelações do biógrafo real Robert Hardman, publicadas no jornal 'Daily Mail' e citadas pela revista espanhola 'Semana', André Mountbatten-Windsor terá protagonizado um incidente que envolveu confronto físico nos corredores do Palácio de Buckingham.
O episódio terá ocorrido durante o período em que André servia como enviado comercial do Reino Unido. De acordo com Hardman, o ex-príncipe terá agredido o então chefe da Casa Real, o vice-almirante Tony Johnstone-Burt. Tudo porque o funcionário lhe terá negado o uso de uma sala específica no palácio para um evento do seu projeto 'Pitch at the Palace', uma vez que o espaço já estava ocupado. André, conhecido por "não aceitar um não", terá descarregado a sua fúria no oficial.
A gravidade do incidente fez com que o episódio chegasse aos ouvidos da mãe, a rainha Isabel II. No final, acabou por ser o pai de André, o príncipe Philip, a assumir a responsabilidade de "limpar" o estrago, através de uma carta com um pedido de desculpa formal ao vice-almirante em nome da família. Enquanto o duque de Edimburgo tentava minimizar o escândalo, a reação de André terá sido descrita como pouco sincera e evasiva.
O biógrafo Robert Hardman sublinha que, embora Isabel II não protegesse o filho de forma explícita, via-o como o membro mais "vulnerável" do clã, o que poderá ter influenciado a gestão para abafar estes episódios de má conduta de André. O biógrafo recorda ainda o desconforto que o antigo príncipe causava em fóruns internacionais, como em Davos, onde era conhecido por comentários inapropriados e atitudes problemáticas.