Ex-nora de Trump envolvida em escândalo de corrupção: queria 100 mil dólares para pagar dívida de cartão de crédito em troca de acesso ao poder
Kimberly Guilfoyle, antiga noiva de Donald Trump Jr., acaba de ser afastada do cargo de embaixadora na Grécia.A antiga companheira de Donald Trump Jr. está no centro de uma polémica que acaba de lhe custar o cargo de embaixadora dos EUA na Grécia, que lhe tinha sido atribuído pelo ex-'sogro', o presidente Donald Trump.
Kimberly Guilfoyle, de 57 anos - que é uma antiga apresentadora da Fox News e separou-se de Trump Jr. em 2024, depois de seis anos de relação – foi acusada de ter pedido 100 mil dólares a Eric Deters, advogado e empresário republicano, para liquidar uma dívida do seu cartão de crédito da American Express.
Segundo uma investigação do 'The Wall Street Journal', baseada em mensagens trocadas entre ambos através da aplicação Signal, Guilfoyle terá sugerido que o pagamento fosse feito diretamente à empresa de cartões de crédito, de forma a não deixar rasto.
Em contrapartida, a diplomata terá oferecido ao empresário acesso privilegiado a membros da Administração Trump. Deters, que garantiu não ter efetuado o pagamento, classificou a alegada proposta como "uma troca de favores". Guilfoyle terá também manifestado preocupação com o registo escrito das conversas.
Esta segunda-feira, 12 de outubro, Donald Trump foi questionado por jornalistas à saída da Casa Branca, em Washington, antes de partir para um comício no estado do Ohio, sobre a possibilidade de afastar Kimberly Guilfoyle do cargo de embaixadora dos Estados Unidos na Grécia. "Estamos a analisar a situação. Sim, não estamos satisfeitos", respondeu o presidente norte-americano, sem adiantar mais pormenores. O que é certo é que, no dia seguinte, Guilfoyle apresentou a sua demissão.
O advogado de Guilfoyle já veio a público contestar a autenticidade das mensagens divulgadas e argumentou que a sua cliente tinha valores por receber relativos a deslocações e à participação em eventos antes da sua nomeação para o cargo diplomático.
No entanto, a polémica não se limita aos alegados 100 mil dólares. Outras notícias do 'The Wall Street Journal' levantaram questões sobre viagens de luxo alegadamente pagas por empresários, bem como a promoção dos interesses de uma empresa grega do setor da construção e da energia durante contactos oficiais.