Enquanto o mundo continua a levantar questões sobre a saúde física e mental do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump continua a governar indiferente a todos os rumores que correm sobre si. A Casa Branca mantém a mesma atitude de indiferença e só muito ocasionalmente reage a algumas notícias. E quando o faz é sempre para negar supostos problemas de saúde de Trump como o fez a propósito de um artigo do 'Daily Beast'.
Nesse artigo, o professor Bruce Davidson, da Faculdade de Medicina Elson S. Floyd da Universidade de Washington, disse que Donald Trump arrastava os pés enquanto caminhava e falava de forma confusa. Trata-se de uma "notícia falsa sem fundamento", respondeu prontamente a Casa Branca.
Só que há outros sinais de fragilidade que não escapam ao escrutínio dos mais atentos. É, por exemplo, o caso dos hematomas que o presidente não conseguiu disfarçar durante uma reunião com Emmanuel Macron, em fevereiro. Nessa altura, a secretária de imprensa Karoline Leavitt apresentou uma razão que acabou por não convencer. Disse que os hematomas se deviam ao facto de Trump estar "constantemente a trabalhar e a dar constantes apertos de mão."
Já em relação aos tornozelos demasiado inchados do líder norte-americano, Karoline Leavitt explicou que a causa é uma "deficiência venosa crónica", acrescentando que "não há evidências de trombose venosa profunda (TVP) ou doença arterial". Nada de muito esclarecedor que faz com que se fale em 'black out' no que diz respeito a relatórios médicos detalhados como era hábito serem apresentados pela Casa Branca em presidências anteriores.
Barbara Perry, historiadora presidencial, já se pronunciou sobre este assunto que tanto tem dado que falar no mundo inteiro: “Sejamos claros: não temos ideia de qual seja o seu [de Donald Trump] estado de saúde. Tudo o que podemos avaliar é o que vemos”, diz para acrescentar ainda: “E o que testemunhamos é um homem quase octogenário que adormece constantemente em eventos públicos e cujos discursos podem ser… bastante estranhos e bizarros.”