O que se vê é uma coisa, mas o que se passa pode ser outra! Cantor Jorge Guerreiro revela momentos difíceis e dolorosos... mesmo em palco
Conhecido pela sua imensa alegria, o artista decidiu abrir o coração e falar de depressão.Jorge Guerreiro é um dos nomes mais conhecidos do panorama da música popular portuguesa. Sempre muito alegre, o cantor é muito carainhado pelos portugueses especialmente depois de ter participado na primeira edição de 2022 do 'Big Brother Famosos', da TVI, tendo até conquistado o segundo lugar.
Mas, por vezes, a alegria pode não passar de uma máscara e esconder algum sofrimento e solidão. À conversa com Andreia Rodrigues, no programa 'Estamos em Casa', da SIC, o artista não escondeu ter crescido no seio de uma família humilde, de ter trabalhado num 'call center' para ganhar a vida e de como teve de lutar muito para conseguir ser cantor.
Além de tudo isto, Jorge Guerreiro também assumiu que passou por uma fase muito difícil. "Às vezes existe uma solidão, uma tristeza que é um pouquinho difícil de explicar. Talvez aquela máxima que se diz que tantos estamos com mil pessoas à frente como estamos completamente sozinhos... ou estar com as mil pessoas à frente e estar completamente sozinhos também", começou por explicar o artista.
O cantor fala numa síndrome para a qual "ainda não existe uma vacina que cure". Sem rodeios, afirma: "Já me senti a pessoa mais infeliz do mundo... mesmo estando em cima do palco." Recordou então uma altura - "há muitos anos" - em que "meteu na cabeça que iria perder a voz". E pormenorizou: "Foi num concerto em agosto e vivi esse medo como se aquilo fosse mesmo acontecer."
"Foi uma fase bastante complicada que felizmente já passou quase por completo, mas foi uma fase que psicologicamente me destruiu muito. Porquê? Porque era aquilo que eu mais queria fazer, que eu mais gostava de fazer... ainda por cima era um ano de tantos concertos e foi o ano mais complicado para mim por não conseguir gerir isso", recorda.
Jorge Guerreiro acrescenta ainda: "Eu ia para os concertos e parecia que ia para a forca... com medo de chegar ao local, de não fazer o concerto... não vivia."