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Poupar na grelha ao longo do verão, para depois gastar uma fortuna em meia dúzia de jogos de futebol de pré-época é um contrassenso. Foi a decisão da TVI, e a aposta foi o desastre que era fácil de prever. O movimento conseguiu afundar ainda mais o canal. A história é simples de contar: no verão, a TVI desistiu de competir com a SIC. Colocou repetições a eito, abdicou de vários horários, entregou a vitória de bandeja. Parecia justificável, se se tratasse de poupar dinheiro e preparar o recomeço, em setembro. Porém, ao mesmo tempo que poupava orçamento de grelha, a estação decidiu, de forma bizarra, gastar muito dinheiro em meia dúzia de partidas a feijões. Eis o balanço: o pior cenário concretizou-se. Tal como alertámos aqui, em tempo, a TVI acabou a gastar uma fortuna em julho, com o futebol, e a perder ainda mais audiência, alargando a distância para a SIC. O canal de Queluz de Baixo vai descer em relação ao mês anterior, e até ao dia em que escrevo, com os resultados do domingo em que foi transmitido o Benfica-Fulham, a TVI não conseguiu ganhar um único dia do mês. Além do erro estratégico global, a compra do futebol constituiu também um erro tático, abrindo novos buracos na programação. Um exemplo: os programadores da TVI chegaram ao absurdo de colocar um jogo no horário mais forte do canal, desviando da sua hora habitual a novela '
INFORMAÇÃO - FOGOS
Há várias situações que se repetem ano após ano em redor dos fogos. A floresta continua desordenada, a economia do país desertifica o interior, os incêndios devastam áreas crescentes, e as televisões planeiam, preparam-se e executam uma cobertura nacional que constitui verdadeiro serviço público. Este ano, o público voltou a ter acesso a informação de enorme qualidade, com a distinção da SIC e da TVI enviarem para o terreno alguns dos pivots principais, como Patrícia Carvalho, da SIC, ou Lurdes Baeta, da TVI. A RTP ficou para trás, quando esta era uma área onde tinha obrigação de brilhar visto deter melhor posicionamento no território do país. É um caso de estudo e contribui para a força do cabo em Portugal, movimento em contraciclo com alguns países da Europa.
PROGRAMAÇÃO - CASO DE ESTUDO
O Canal 11, da Federação Portuguesa de Futebol, é um projeto curioso. Tem como objetivo divulgar o futebol que está para lá do espetáculo de milhões. Dedica-se a transmitir futebol amador, de divisões inferiores, e também de seleções nacionais de diversos escalões. Tem registado audiências sustentáveis acima do 1% de share, o que lhe dá, por exemplo, uma posição muito superior à da RTP3, e equiparável à da RTP2. O "11" incomoda os principais players de futebol, como a SportTV ou a Eleven, mas leva futebol de borla aos adeptos. De certa forma, faz serviço público, e é responsável pelo reforço do cabo em Portugal, movimento em contraciclo ao de alguns países ocidentais.
SOBE - RICARDO COSTA
Com a campanha dos fogos, a SIC Notícias conseguiu encurtar a distância para o canal CNN. A maior e melhor implantação da SIC no país trouxe de volta alguma agilidade perdida pelo canal.
DESCE - ANTÓNIO JOSÉ TEIXEIRA
Já para a RTP3, o balanço é trágico. O canal de notícias da RTP ocupa uma licença de TDT, recorde-se. E tem obrigação de aproveitar a presença em todo o país. Porém, fica muito atrás na eficácia em relação a todos os operadores privados. É nestas alturas que fica ainda mais visível a falência do projeto informativo da RTP.
DESCE - ANTÓNIO COSTA
Os debates quinzenais com o primeiro-ministro eram momentos de grande afirmação do trabalho parlamentar. Acabar com eles foi uma machadada na democracia. A dificuldade de os retomar fica mal a todos os responsáveis políticos. O líder do governo é o principal responsável pela criação de qualquer entrave.