Abalada com a morte da irmã, a mãe de Felipe VI ainda não conseguiu recuperar o ânimo e está com dificuldades em lidar com o enorme vazio que esta partida lhe deixou.
Presa a um marido e a um casamento que só existe no papel. Três filhos que enfrentam os seus próprios dramas pessoais e que, por isso, mal têm tempo para ela. Fracassada na tentativa de ter uma família unida. E a viver num país que nunca sentiu como seu, tanto que mal fala castelhano. Este é o cenário que Sofia, a grega, enfrenta desde que perdeu no espaço de apenas um mês os seus dois apoios mais fiéis: a prima, a princesa Tatiana Radziwill, e, sobretudo, a irmã mais nova, a sempre presente princesa Irene.
As cerimónias fúnebres serão na Grécia, terra natal da 'Tia Pecu', como era carinhosamente tratada pelos sobrinhos, o rei Felipe VI e as infantas Elena e Cristina.
A partida de Irene da Grécia é um duro golpe para a mãe do rei Felipe VI. Não perdeu apenas uma irmã, mas também a sua melhor amiga e a mais fiel das confidentes.
Ao contrário de outros anos, a festa de aniversário do rei emérito, em Abu Dhabi, foi discreta, com as ausências do filho, Felipe VI, da nora, Letizia, e da mulher, doña Sofia.
A mãe do rei Felipe VI está a passar uma fase muito delicada devido ao frágil estado de saúde da irmã Irene, que sempre foi o seu 'porto de abrigo' perante as afrontas constantes de Juan Carlos.