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Se as "liberdades" do Natal do ano passado terão alegadamente provocado um aumento exponencial de casos de covid-19 que levou à pior fase da pandemia no nosso país, a época festiva deste ano continua a ser um enigma.
Esta quarta-feira, dia 1 de dezembro, Portugal voltou ao estado de calamidade e registou um número alarmante de 4670 novos casos de covid-19. No mesmo dia, Graça Freitas, diretora da DGS, afirmou que os números podem mesmo "duplicar" até ao Natal, chegando aos 8 mil casos diários.
"Poderemos ter dentro de 26 dias uma duplicação dos casos"Graça Freitas
"As últimas projeções do Insa [Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge] revelam que poderemos ter dentro de 26 dias uma duplicação dos casos", revelou em entrevista à RTP.
No entanto, apesar do estado de alerta, o virologista Pedro Simas, que comenta com frequência assuntos da pandemia na televisão nacional, desvaloriza o aumento de casos e até mesmo a nova variante Ómicron, que já tem 19 casos em Portugal - o maior número num país europeu - todos ligados à Belenenses Sad.
"Esta estirpe Ómicron já está na Europa toda e vai-se espalhar pelo mundo inteiro. Mas não é um problema, as variantes nunca foram um problema", salientou o especialista no congresso da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo.
"O nível de infeções que temos em Portugal nesta fase da endemia ainda é baixo e vai subir mais, mas temos de encarar isto com normalidade", acrescentou.
Pedro Simas acredita que a chave para tornar a pandemia numa endemia controlada é a vacinação e apoia a 3.ª dose para toda a população, em vez de se começar a vacinar as crianças, como está previsto para breve.
"Esta estirpe Ómicron já está na Europa toda e vai-se espalhar pelo mundo inteiro. Mas não é um problema, as variantes nunca foram um problema"Pedro Simas
"Não é necessário vacinar as crianças, com a terceira dose já se consegue um efeito protetor da população a nível global", afirmou o virologista, acrescentando: "As vacinas funcionam, é uma evidência científica, e temos de acreditar na ciência".
Assim, apesar das novas restrições (entre as quais, testes negativos e certificados de vacinação para a maior parte das atividades e teletrabalho recomendado), um novo confinamento continua a ser pouco provável, embora ainda é possível que venham a ser decretadas, por exemplo, restrições de circulação nos dias de Natal, como houve na passagem de ano para 2021.
Muitos emigrantes, de resto, já cancelaram as suas viagens para a época festiva devido às incertezas das próximas semanas.