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Polémica

André Ventura e Cotrim de Figueiredo: tensão ao rubro no debate por causa de Manuela Moura Guedes

Candidatos travaram-se de argumentos e conversa subiu de tom em vários momentos: por causa do despedimento de Manuela Moura Guedes "a pedido" de Sócrates, pedofilia e dinheiro. "O João foi viver uma reforma dourada para a Europa e agora regressa "porque o seu ego é maior", atirou o líder do Chega.
Por Rute Lourenço | 20 de dezembro de 2025 às 11:10
André Ventura e Cotrim Figueiredo debatem sobre presidenciais Foto: Flash

André Ventura e Cotrim de Figueiredo debateram argumentos na última sexta-feira, dia 19 de dezembro, num frente a frente moderado por Clara de Sousa, mas se a conversa até começou num tom civilizado, a verdade é que foi subindo de tom à medida que os ataques se sucediam de parte a parte.

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Começou quando o líder do Chega acusou o rival - que tal como ele tem subido nas sondagens - de ser um candidato de elite. "O João é o candidato do Príncipe Real, eu sou do país real. Fala para a elite, a malta amigalhaça… A minha transformação é para todos", disse, acrescentando que Cotrim de Figueiredo "foi viver uma reforma dourada para a Europa" e agora regressa "porque o seu ego é maior".

A resposta não se fez esperar. "Não fui eu que passei de inspetor tributário a dar conselhos a milionários sobre como fugir aos impostos", retorquiu Cotrim de Figueiredo: "Elitismo do meu lado não".

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Os ânimos foram-se exaltando e assumiram, talvez, o seu ponto mais aceso quando André Ventura recordou a passagem de Cotrim pela TVI, e nomeadamente o despedimento da jornalista Manuela Moura Guedes.

Para entendermos o caso temos de recuar a 2009, quando em setembro, por alegada pressão da Prisa, a administração da TVI em Portugal decide "suspender" o 'Jornal de Sexta', então conduzido por Manuela Moura Guedes, depois de o espaço noticioso ter exposto vários casos polémicos relacionados com o Partido Socialista e do então primeiro-ministro, José Sócrates. Na sequência da decisão, o diretor José Eduardo Moniz apresentaria a demissão, alegando "divergências com a Prisa". Cotrim foi o senhor que se seguiu, o que lhe valeu alguns comentários menos simpáticos por parte de Moura Guedes. 

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Manuela Moura Guedes Foto: Flash

"Uma pena é o Dr. Cotrim ter sido um pau mandado dos espanhóis, os donos na altura da Media Capital, e ter mandado a liberdade de imprensa para as urtigas. Foi ele, no meio de ameaças de processos, que me obrigou a rescindir contrato com a TVI, numa altura muito difícil da minha vida profissional (...) Não, este senhor não me inspira confiança para Presidente da República", afirmou sobre o candidato.

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No debate, o assunto foi lembrado por Ventura. "Não estive na TVI a despedir Manuel moura Guedes a pedido do Sócrates", atirou, enquanto Cotrim garantia que tal era "mentira" e que essa era uma arma frequentemente usada por Ventura, ao que este ripostou que se tinha baseado naquilo que a própria Moura Guedes havia afirmado. "Eu incompatibilizei-me com acionistas da Prisa, esses sim, amigos de Sócrates", reagiu.

Depois da subida de tom, Cotrim de Figueiredo terminaria o debate acusando Ventura de, por um lado, denunciar casos de pedofilia em instituições pública, mas por outro fazer vista grossa para aqueles que vão surgindo com elementos do Chega. Este garantiu, por sua vez, que tinha mão pesada em relação aos pedófilos, defendendo a sua "castração".

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