Tudo sobre Maria Lúcia Amaral, a ministra de quem toda a gente fala... e nem sempre pelas melhores razões
A devastação causada pela passagem da depressão Kristin na zona centro do País colocou a ministra da Administração Interna (de novo) sob os holofotes.Depois de um verão marcado pelos incêndios e das muitas críticas à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral volta a ser novamente atacada pelo seu silêncio e por não estar ao lado das vítimas da depressão Kristin. Com as críticas a subirem de tom, a ministra acabou por sair do gabinete e a mostrar-se nas zonas mais afetadas pela tempestade.
“Aprendizagem coletiva” foi a frase que Maria Lúcia Amaral mais repetiu diante a catástrofe com que se deparou, conforme realçou Ricardo Araújo Pereira no programa 'A Gozar Com Quem Trabalha', da SIC, no passado domingo. Agora, a ministra volta a estar sob forte polémica pela resposta que deu aos jornalistas quando questionada sobre o terá falhado na resposta à tempestade: "Não sei o que falhou. Não posso dizer exatamente o que falhou."
Mas, afinal, quem é a mulher que Luís Montenegro escolheu para a pasta da Administração Interna e que salta de polémica em polémica especialmente pela sua dificuldade de comunicação, especialmente, em situações de crise? Embora uma estreante como membro do Governo, os portugueses já conheciam Maria Lúcia Amaral uma vez que foi eleita Provedora de Justiça em 2017 (e reeleita em 2021).
Mas a carreira de Maria Lúcia Amaral, que nasceu em Angola em 1957, já é vasta. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 1980. Especializou-se em Direito Constitucional e subiu a professora Catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Foi eleita, em 2007, para juíza do Tribunal Constitucional e chegou a ser vice-presidente daquele organismo entre outubro de 2012 e julho de 2016. Tomou posse como Provedora de Justiça em 2017 (sugerida pelo PSD e com acordo do PS), sendo reconduzida para um segundo mandato em 2021. Desde 2018 que é conselheira de Estado.
Casada e com filhos já adultos, a ministra luta por manter a sua vida privada longe dos palcos mediáticos já que é muito reservada. Dela diz-se que é uma ávida leitora e que nunca se cansa de aprofundar os seus conhecimentos em história e filosofia do Direito.