“Fui tão estúpida”: Lili Caneças revela o que perdeu ao divorciar-se de Álvaro Caneças
Tinha uma casa na Quinta da Marinha, viagens a Nova Iorque e uma vida de sonho. Mas Lili Caneças quis viver “uma grande paixão” e o divórcio acabou por sair-lhe caro.Quatro anos após a morte de Álvaro Caneças, empresário que partiu em março de 2022, aos 88 anos, Lili Caneças abriu o coração e revisitou uma das decisões mais marcantes da sua vida: o divórcio. A socialite de Cascais esteve no programa 'Dois às 10', da TVI, à conversa com Cláudio Ramos e Cristina Ferreira, onde voltou a falar sem filtros sobre o fim de um casamento que durou 17 anos.
Confrontada com o facto de já ter admitido, noutras ocasiões, que não queria divorciar-se, Lili foi perentória: “Não, porque eu nunca me arrependo daquilo que eu faço.” Ainda assim, à luz da maturidade e da experiência acumulada, reconhece que hoje olha para o passado com outra lucidez.
“O homem era lindo, eu era linda, os miúdos eram lindos. Viajava, tinha uma casa fantástica – onde está agora a minha filha com o meu neto na Quinta da Marinha –, tudo fantástico, amigos fantásticos no mundo inteiro”, recordou, desenhando o retrato de uma vida de sonho, marcada por viagens e luxos. “A ‘Evita’ estreou em Nova Iorque, lá ia eu para Nova Iorque ver a ‘Evita’. Eu tinha uma vida absolutamente extraordinária”, sublinhou.
Mas por detrás do cenário idílico havia um desejo ardente por concretizar. “Tinha a mania que tinha que viver uma grande paixão”, confessou. Ao fim de 17 anos de casamento, a chama tinha-se apagado: “Com o meu ex-marido, ao fim de 17 anos, não havia paixão nenhuma.” Sem conseguir ser infiel, tomou a decisão que considerou ser a única possível. “Como eu era incapaz de o trair, tive que me divorciar.”
O divórcio abriu caminho a uma nova história de amor, intensa e arrebatadora. “Arranjei uma grande paixão que via as estrelinhas. Concretizei, mas custou-me caro.” E não fala apenas de sentimentos. “Custou-me uma fortuna”, revelou, admitindo que a escolha teve consequências financeiras significativas.
Num momento de rara frontalidade, Lili confessou que poderia ter garantido uma vida confortável após a separação. “Fui tão estúpida que podia não dar o divórcio ao meu ex-marido que ele tinha que me sustentar.” Porém, recusou qualquer tipo de compensação: “Não quis casa, recheio da casa, pensão, não quis nada.” Em vez disso, optou por recomeçar do zero: “Fui trabalhar para uma loja vender camisolas da Póvoa.”