João Cotrim de Figueiredo não se livra de polémica com alegado assédio sexual: acusações seriam conhecidas da Iniciativa Liberal desde há dois anos
O candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo não consegue livrar-se dos estilhaços resultantes do dia "horribilis".João Cotrim de Figueiredo não consegue livrar-se dos estilhaços resultantes do dia "horribilis", quando assumiu possível apoio a André Ventura numa segunda volta das presidenciais – que depois veio justificar com um "não sei o que me passou pela cabeça" – e com a vinda a público de acusações de alegado assédio sexual.
O caso continua a perseguir o candidato da Iniciativa Liberal na corrida a Belém. Afinal, o caso denunciado por Inês Bichão já seria conhecido internamente no partido há cerca de dois anos, segundo noticia o 'Observador'. De acordo com a informação avançada por aquele jornal e confirmada por fontes citadas pelo 'Correio da Manhã', as alegações terão estado na origem do pedido de exoneração de Inês Bichão, advogada de 30 anos que trabalhou como assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal entre abril de 2022 e outubro de 2023, período em que Cotrim de Figueiredo exercia funções como deputado.
Embora as acusações só tenham sido tornadas públicas no passado domingo, através das redes sociais, o tema ganhou força mediática no arranque desta segunda semana de campanha eleitoral, colocando Cotrim de Figueiredo numa posição fragilizada, quando as sondagens o colocavam taco a taco com os restantes candidatos para passar à segunda volta.
Quando questionado sobre o momento em que teve conhecimento das alegações, o partido optou por não esclarecer, afirmando apenas que “não vai alimentar uma campanha suja que decorre neste momento por via das eleições”. João Cotrim de Figueiredo rejeita categoricamente as acusações, classificando-as como falsas e enquadrando-as como uma “manobra política”.
“Querem-nos abater”, afirmou, garantindo que irá avançar com uma queixa-crime por difamação antes do fim da campanha eleitoral. O candidato levantou ainda dúvidas sobre o atual cargo de Inês Bichão no Governo, considerando ser “relevante” saber se “num órgão de soberania da Nação está alguém que publica mentiras”.
Em resposta à controvérsia, trinta mulheres, entre as quais antigas deputadas, assinaram uma carta aberta de apoio a Cotrim de Figueiredo, assegurando que “nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados” por parte do antigo líder liberal. Este caso está transformado em um dos episódios mais delicados da trajetória política recente de João Cotrim de Figueiredo e um teste à sua imagem pública em plena corrida a Belém.