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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues A Grelha da Semana

Notícia

A imagem não é tudo

Na sociedade moderna, a proliferação de telemóveis multiplica até ao infinito a recolha de imagens. Cabe aos jornalistas descodificar a verdadeira história por trás de cada vídeo amador.
25 de janeiro de 2019 às 08:00
bairro da jamaica, seixal, psp, intervenção policial
bairro da jamaica, seixal, psp, intervenção policial Foto: D.R.

Desde o caso Rodney King que há uma forte relação entre as imagens de vídeo amador e o controlo da atuação policial nas sociedades democráticas. Rodney King era um taxista americano, espancado brutalmente pela polícia, em 1991. Apesar da força mais do que excessiva, os agentes foram absolvidos,  e as suspeitas, provavelmente fundadas, de que o racismo tinha bloqueado a Justiça deu início a graves confrontos em Los Angeles.

Mais de 50 mortes depois, o caso teve outro julgamento, com sentença distinta, mas o que interessa agora é o impacto global das imagens captadas por um anónimo, ainda por cima numa época em que a proliferação de telefones móveis com câmaras de vídeo era cenário de pura ficção científica.

Hoje, pelo contrário, rara será a ação em público que consegue escapar ao registo em vídeo. Os telemóveis são a nova arma da democracia, e expõem injustiças, abusos de poder e outras malformações da sociedade. Mas também podem ser manipuladas. O que se passou no bairro da Jamaica, no fim de semana passado, deu origem a distúrbios em Lisboa, carros queimados, acusações de racismo, e por aí fora.

O efeito é relevante, mas o substrato é complexo: uma imagem não conta toda a história, como logo disse a PSP. "O vídeo só mostra parte do que aconteceu, para prejudicar a polícia." A nova época da ‘democracia móvel’ invadiu os media tradicionais. Cabe, porém, aos jornalistas descodificar sempre a verdade escondida por trás de qualquer imagem. Essa é a sua missão, cada vez mais relevante.

E O VENCEDOR É...

Está cada vez mais emocionante a guerra entre TVI e SIC pela liderança mensal. Se a SIC ganhar, corta uma sequência de vitórias da TVI que não é interrompida  desde julho de 2006, ano de Mundial de futebol na SIC. Informação e novelas são o calcanhar de Aquiles da SIC, tal como os domingos pós-Casados. Aguardemos.   

MANHÃ ESTABILIZA

Ao fim de duas semanas de emissão, já é evidente que a mudança de Cristina foi um verdadeiro ponto de apoio que poderá alavancar a SIC para outro patamar. De qualquer forma, a vantagem sobre Goucha tenderá a estabilizar em patamares muito inferiores ao dobro da audiência que o programa de Cristina chegou a obter, nos primeiros dias, em relação à da TVI.  

PIRATA NA HUNGRIA

É bizarra a falta de enviados-especiais portugueses a Budapeste para a cobertura da prisão e da presença em tribunal de Rui Pinto, pirata informático suspeito de ser o autor do roubo dos mails do Benfica. A equipa da CMTV acompanhou todas as incidências praticamente em exclusivo. Quando se percebe que esta é uma das grandes histórias jornalísticas dos tempos mais recentes, em Portugal e no Mundo, não é possível atribuir esta falta de comparência a meras dificuldades orçamentais, sobretudo no caso das televisões. Ousar é preciso!

O DIA SEGUINTE

É estranho o conjunto de mudanças que tem sido anunciado pela SIC Notícias. Esta semana, nova rutura abrupta com o passado, devido ao despedimento de todo o painel atual do programa de futebol das segundas-feiras, 'O Dia Seguinte'. As soluções alternativas dificilmente apagam a sensação de que há algo mal explicado por trás deste despedimento coletivo no canal 5. O formato era um histórico da TV. Já não é.

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