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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues A Grelha da Semana

Notícia

Ficção de serviço público

Seria muito boa notícia para o mercado de televisão em Portugal que o investimento da RTP na produção de séries resultasse. Infelizmente, tal não está a acontecer, mas o desastre ainda pode ser evitado.

Só a RTP pode apostar na produção de séries e contribuir para a consolidação de uma nova indústria em Portugal. Para um canal privado, as séries são uma opção errada, porque uma novela consegue fidelizar melhor os espetadores. Além disso, uma novela é tendencialmente mais rentável, porque o custo é diluído por mais tempo de emissão.

Em resumo: é importante para o mercado que a aposta da RTP na produção de séries tenha bons resultados, ou, pelo menos, resultados que possibilitem insistir nesta via. Infelizmente, esses resultados não têm sido bons. Pelo menos ao nível das audiências.

Vejamos o que está a ser emitido: 'Ministério do Tempo' é a melhor, a mais atraente e previsivelmente a mais duradoura de todas as que estão no ar. Leva uma média de 9,4% de share; 'Filha da Lei' é a pior, com 5% de média; 'Sim, Chefe', mais popular, regista, mesmo assim, uma média de apenas 11,2%. Trata-se de um desastre, potenciado pelo facto de a RTP1 não ter arte para procurar nas grelhas dos concorrentes os espaços vazios onde as séries poderiam medrar.

Mas, se nas audiências não há dúvidas do fracasso,  há outra dimensão para avaliar esta estratégia, e que  não passa, apenas, pelos números: na realidade, se os benefícios para a indústria são tão evidentes, é quase uma obrigação do serviço público persistir nesta via.

Além disso, estes formatos podem, de facto, rejuvenescer o auditório do canal. Um objetivo importante que, no passado, levou à contratação dos Gatos Fedorentos, mas que, depois, foi erradamente abandonado. 

Em resumo: é importante para o mercado que a aposta da RTP na produção de séries tenha bons resultados, ou, pelo menos, resultados que possibilitem insistir nesta via. Infelizmente, esses resultados não têm sido bons. Pelo menos ao nível das audiências.

Vejamos o que está a ser emitido: 'Ministério do Tempo' é a melhor, a mais atraente e previsivelmente a mais duradoura de todas as que estão no ar. Leva uma média de 9,4% de share; 'Filha da Lei' é a pior, com 5% de média; 'Sim, Chefe', mais popular, regista, mesmo assim, uma média de apenas 11,2%. Trata-se de um desastre, potenciado pelo facto de a RTP1 não ter arte para procurar nas grelhas dos concorrentes os espaços vazios onde as séries poderiam medrar.

Mas, se nas audiências não há dúvidas do fracasso,  há outra dimensão para avaliar esta estratégia, e que  não passa, apenas, pelos números: na realidade, se os benefícios para a indústria são tão evidentes, é quase uma obrigação do serviço público persistir nesta via.

Além disso, estes formatos podem, de facto, rejuvenescer o auditório do canal. Um objetivo importante que, no passado, levou à contratação dos Gatos Fedorentos, mas que, depois, foi erradamente abandonado. 

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