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Kim Kardashian era, até aos últimos dias, uma mulher imaculada no que diz respeito às imperfeições do corpo. Nua, semi-nua, ou vestida até ao mais ínfimo centímetro de pele, a socialite é idolatrada por milhões de fãs pela beleza e por ser dona e senhora de um rabo voluptuoso.
Mas, pelos vistos, algumas das fotos das suas férias no México, depois de se tornarem públicas, criaram uma espiral de desagrado, protesto e desilusão que já ultrapassou em larga escala as redes sociais.
As imagens que estão a correr as agências do mundo inteiro e que rechearam a conta bancária de um paparazzi mais afoito, não deixam margem para qualquer dúvida: a deusa de Kanye West também tem celulite, um dos maiores fantasmas das comuns mortais.
São muitos os sites norte-americanos que já auspiciam o fim da linha para Kim Kardashian depois desta terrível revelação. A sua vida, na esfera mais privada e também no capítulo profissional nunca mais será a mesma profetizam vários órgãos de comunicação social. Não concordo. Pelo contrário, acho que as "malditas" fotos acabam por humanizá-la, desmistificando muitos dos estereótipos que a tornaram conhecida e ao mesmo tempo a prejudicaram.
A morena que faz parar qualquer festa não é de longe uma figura consensual. Ainda assim, ninguém tem o direito de a amesquinhar pelo simples facto de ter aquilo que todas as mulheres caregam no corpo: a celulite. O facto de usar biquíni, mesmo sabendo que não está na melhor forma, é um sinal inequívoco de bem-estar, de alguém cuja auto-estima não vai desmoronar. A experiência vivida por Kim Kardashian nas águas tépidas e diáfanas das Caraíbas faz cair o mito de que existem mulheres perfeitas. Ainda bem. Que monótona seria a nossa existência sem a imperfeição.
O facto de usar biquíni, mesmo sabendo que não está na melhor forma, é um sinal inequívoco de bem-estar, de alguém cuja auto-estima não vai desmoronar.