Como Carlos III soube que estava a ser traído pelo irmão. A denúncia que tramou o príncipe André
Novas trocas de e-mail divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram as ligações entre André e o magnata David Rowland, que lhe dava dinheiro - e à sua ex-mulher, Sarah Ferguson - em troca de informações confidenciais sobre investimentos. O escândalo de corrupção não era segredo absoluto, já que Carlos III terá recebido uma denúncia anónima sobre o assunto em 2019.Depois do ex-príncipe André ter sido detido na manhã do seu 66.º aniversário sob suspeita de 'má conduta em cargo público', eis que saem novos dados que agravam ainda mais a situação do irmão do rei Carlos III.
O 'Daily Mail' revela que teve acesso a novos 'ficheiros Epstein' que dão conta das ligações entre André e o empresário milionário David Rowland, que estaria a beneficiar e "a abusar das suas ligações reais".
André terá dito a Jeffrey Epstein que Rowland era "o seu homem de confiança no que diz respeito a dinheiro" e, ao longo de vários anos, o ex-duque de Iorque terá passado informações confidenciais fruto do seu trabalho na casa real britânica, que alertavam Rowland para oportunidades de negócio.
O mesmo jornal revela que, em troca, Rowland terá pago uma dívida de cerca de 2 milhões de euros de André e ainda pagou cerca de 50 mil euros à sua ex-mulher, Sarah Ferguson, também para a ajudar com as suas dívidas.
O 'Daily Mail' vai mais longe e avança ainda que o rei Carlos III foi alertado para estes abusos de poder do irmão em 2019, através de uma denúncia anónima. "As ações de Sua Alteza Real o Duque de Iorque sugerem que ele considera a sua relação com David Rowland mais importante do que a sua própria família", lê-se na denúncia.
A 'BBC' explica que André continua sob investigação e que pode voltar a ser detido em breve para novos interrogatórios. Será uma questão de tempo até se perceber se o Ministério Público britânico considera haver provas suficientes contra André para o acusar oficialmente de um crime.