'
editorial

Reconstruir - Para que a memória não se perca

Na véspera dos 20 anos do 11 de setembro, o tema da semana podia ser 'para que a memória não se perca'. Mas a reconstrução do eu, de cada vida, vai muito além das fronteiras americanas, sobretudo quando se começa a viver o pós-pandemia. Passamos revista a temas polémicos e descobrimos quem "deu a volta" e cresceu. Como torres indestrutíveis.
Luísa Jeremias
Luísa Jeremias
10 de setembro de 2021 às 00:11
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas

Onde estava no dia 11 de setembro de 2001? 

Esta é a pergunta que qualquer pessoa com mais de 40 anos (pelo menos com 20, à época) deve ser capaz de responder. Pode até não saber com quem estava, em que local, como foi o dia, o momento exato em que soube da notícia do "ataque terrorista" em Nova Iorque, mas tem memória. 

E tem presente o sentimento que o invadiu. Fosse de medo, de preplexidade, de incapacidade de perceber o que se passava e porquê. Sentimentos estranhos, que criam vazio, mal-estar. 

20 anos depois dos ataques terroristas que iniciaram um novo ciclo e mudaram o mundo como o conhecemos, puxamos pela memória para aprendermos como é possível fazer uma reconstrução de nós próprios. Recuperamos personagens - mulheres na maioria - que, cada uma à sua maneira, mudaram a ideia que tínhamos do que nos rodeia. Luta, fim do preconceito, proteção, reinvenção, herança... Personagens em camadas, sobreviventes, que se construíram de acordo com as vivências. 

Quer conhece-las?

Venha daí. Esta é:

THE MAG, THE WEEKLY MAGAZINE BY FLASH!, N.º 8

RECONSTRUIR - PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA

1. 15 anos depois, Merche Romero quebrou a promessa que fez a Cristiano Ronaldo e à sua família - em particular Dolores Aveiro. À conversa com Hugo Alves, a empresária e antiga apresentadora da RTP - e namorada do craque do Manchester (à época como agora) - desfez-se em elogios para CR7 e recordou o tempo que passaram juntos. Apesar dos paparazzi de terras de Sua Majestade, que não os largavam, das capas sucessivas de revistas (incluindo aqui, nesta sua FLASH!) e do fim repentino da relação, Merche guarda o melhor. Memórias deliciosas que ensinam o que de melhor é possível retirar de cada momento da vida.

Merche Romero e Cristiano Ronaldo na capa da FLASH! em 2006
Merche Romero e Cristiano Ronaldo na capa da FLASH! em 2006

2. Lembra-se de Monica Lewinsky, a mais famosa estagiária da Casa Branca, protagonista do caso "impeachment" de Bill Clinton... já lá vão bem mais do que 20 anos? Pois as novidades são: está de volta! Como? Na série 'American Crime Story' que estará disponível no próximo ano na Netflix, e num documentário sobre todo o caso na concorrente HBO. Em ambos miss Lewinsky (sim, ainda é miss, nunca se casou) conta a sua versão dos acontecimentos, num caso onde não houve "assédio" - o #metoo não passou por aqui, mesmo muitos anos depois - mas sim, desejo, prazer, consentimento... e mentiras. A Amarilis Borges conta tudo. 

bill clinton, monica lewinsky, paula jones
bill clinton, monica lewinsky, paula jones

3. Melania Trump é provavelmente das primeiras damas mais misteriosas - e daria uma fantástica personagem de filme - de que há memória na Casa Branca. De origem eslovena, com uma beleza gelada cinematográfica, a "senhora Trump" tornou-se a maior adversária do seu marido, da forma mais discreta possível. Ana Esteveira conta como Melania fez a mudança de Washington para a Florida, onde vive bem longe de "beloved Donald", de como já fez saber que não está disposta a passar pelo mesmo, ou seja, está fora de questão qualquer recandidatura de Trump à presidencia, pelo menos a seu lado.  

Melania e Donald Trump
Melania e Donald Trump

4. Não, na semana da América não vamos falar de Meghan Markle. Preferimos dedicar-nos à sobrevivência e reinvenção de Kate Middleton, a que poderia ter sido sua grande aliada e se tornou "a inimiga". Que é feito de Kate, desaparecida há semanas? Que razões a levaram a retirar-se e "reinventar-se"? A Ana Esteveira analisa o que aconteceu e explica tudo. 

William e Kate
William e Kate

5. Gonçalo Peixoto tem 24 anos e transformou-se num dos designers de moda preferidos das 'influencers' e jovens estrelas da televisão. Como? Cresceu na pandemia. Aproveitou a fase de "as fronteiras fecharem" e reinventou-se. Encontrou em Rita Pereira, Kelly Bailey, Cristina Ferreira e até Rita Ora (imagine-se!) modelos para as suas criações super-sexy e nunca mais parou. A Carolina Pinto Ferreira entrevistou-o e relata como tudo aconteceu e a "força" que estas mulheres têm nas suas criações. 

gonçalo peixoto
gonçalo peixoto Foto: Instagram

6. O nome Úrsula Corberó diz-lhe algo? E Tokio, a narradora poderosa e sensual de 'A Casa de Papel', a icónica série da Netflix, cuja quinta série acaba de estar disponível em Portugal? Numa matéria super-interessante, Amarilis Borges explica como o cabelo de Úrsula - ou melhor, de Tokio - se tornou a sua grande arma para compor a personagem e lhe dar a força necessária em cada fase da série. O que significam os cortes de cabelo de Tokio? Como pode "adopta-los"? Nós desvendamos tudo. 

Úrsula Corberó
Úrsula Corberó Foto: Instagram

7. Esta semana a 'webserie' gourmet, 'Sim, Chef!', continua a dedicar-se aos restaurantes familiares. O João Garcia esteve no Solar dos Nunes, em Alcântaria, Lisboa, onde ficou a conhecer as sopas, as sobremesas conventuais e os segredos da "avó Luísa" que mais não é do que a alma do espaço e a mãe de José António Nunes, filho, proprietário e amigo de todos os clientes. A imagem e edição é, como sempre, da Statement.

A carregar o vídeo ...
Venha daí conhecer as delícias alentejanas do Solar dos Nunes no 'Sim, Chef!'

Já agora, que falámos nisso...

a 11 de setembro de 2001, quando soube do ataque às torres gémeas, eu estava num restaurante. Na cervejaria Sete Mares, em Lisboa, a preparar-me para um belo almoço de leitão. Trabalhava à época no jornal A Capital, que estava em remodelação. E quando, já (ou ainda) de pé, olhei para um dos ecrãs de televisão no restaurante, pensei muitas coisas diferentes, todas ao mesmo tempo: que podia ser um filme, depois uma montagem, depois um "que raio, que se passa na toda-poderosa América, depois "isto é o começo da terceira Grande Guerra", depois "porra, que é isto", depois "acabou-se a remodelação e o almoço, tenho de voltar já para o jornal". E voltei. Ainda me lembro de ouvir de António [Matos, meu diretor] dizer, enquanto se preparava para também abandonar o leitão a chegar ao prato: "Isto é coisa daquela instituição de malfeitores, os talibãs". E era. 

Ainda me lembro de entrar na redação, logo a seguir. E não me lembro de mais nada. Só da primeira página, muitas horas mais tarde.

Foi há 20 anos. 

E há que ter orgulho e em tudo o que conseguimos desde então. E como nos reinvetámos. E reconstruímos. Só não podemos esquecer o que aconteceu para chegarmos onde estamos. 

Bom fim-de-semana. Boas leituras - olhe que estava semana ainda há Feira do Livro - e até sexta. 

Fique bem, com a Mag, o seu magazine semanal da FLASH!.

você vai gostar de...