Como Jeffrey Epstein esteve para se mudar para Portugal, para usufruir do antigo regime que oferecia dez anos de isenção de impostos a estrangeiros
Sendo judeu, o traficante sexual condenado até chegou a pesquisar sobre a lei da consessão de nacionalidade portuguesa aos sefarditas.Jeffrey Epstein ponderou mudar-se para Portugal em 2014. De acordo com o 'Expresso', foi recentemente divulgada uma troca de e-mails entre o traficante sexual condenado – que morreu em 2019 atrás das grades – e a banqueira suíça Ariane de Rothschild.
Na conversa, Rothschild terá tentado convencer Epstein a mudar-se para o nosso País, citando “as praias, o sol, os fabulosos lugares históricos ou a simpatia dos portugueses” como argumentos. A banqueira recordou-lhe ainda a vantagem de Portugal oferecer “10 anos de isenção de impostos” se se tornasse residente fiscal estrangeiro, regime esse que sofreu alterações em 2024.
Epstein respondeu que “residir em Portugal é um preço demasiado alto a pagar”, insinuando que o nosso País não era do seu agrado. Contudo, e ainda de acordo com o 'Expresso', alguns meses mais tarde o magnata milionário, que era judeu, pesquisou sobre o regime de concessão de nacionalidade a descendentes de judeus sefarditas, que permitia a naturalização portuguesa dispensando requisitos como a residência em Portugal e o conhecimento da língua portuguesa.
Recorde-se que Epstein foi, durante 18 anos, próximo da portuguesa Maria Gomes da Silva, que era casada com o seu mordomo brasileiro de Paris, Valdson Vieira Cotrin.
Maria Gomes da Silva disse ao jornal britânico Telegraph nunca ter visto “nada de impróprio com qualquer rapariga menor em mais de 20 anos, nem em Nova Iorque, nem na ilha, nem em Paris”.