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Sem futebol jogado, analisemos os programas de debate nas televisões. São formatos com décadas de vida, que passaram das generalistas para o cabo. É difícil dizer se estes programas têm sucesso porque o cabo cresce, ou se o cabo cresce porque estes programas têm sucesso. Certo é que o modelo pouco varia: juntam-se adeptos dos três clubes com expressão sociológica e um ou outro comentador independente ou especialista em arbitragem. Nesta fase do ano, há uma nuance. As transferências são tema preferencial.
A SIC Notícias foi a última a aderir à receita e só agora passou a ter um programa igual à concorrência, à tarde e à noite. A multiplicação destas emissões transforma o futebol numa novela permanente que marca o ritmo da sociedade portuguesa, uma sociedade com pouco acesso ao jogo, devido aos preços dos canais que o emitem, mas apaixonada pela conversa, numa espécie de terapia de substituição. A narrativa que faz do futebol o desporto-rei nasce aqui.
Curiosamente, foram os clubes os primeiros a entendê-lo, ao procurarem influenciar painéis e colocar comentadores afetos aos respetivos poderes. Aqui, como em todas as áreas, a opção dos espectadores portugueses é sempre definida pela independência. Quem é mais livre acaba sempre por ganhar a preferência do auditório e quem está preso a interesses pode aguentar-se algum tempo, mas acaba por perder.
No fundo, os programas sobre futebol são uma lição para todos nós. Não passam de uma metáfora do País.
TVI perdeu 20% em 6 mesesO ano começou com a TVI na casa dos 19% e média de 379 mil espectadores. Em junho, o canal desceu para os 14,9% e perdeu mais de 100 mil pessoas por dia, tendo agora uma média de apenas 278 mil espectadores. Ou seja: em apenas 6 meses, fugiu um em cada cinco espectadores que acompanhavam o canal. Demolidor.
Lucélia SantosPara os espectadores portugueses acima dos 40 anos, será para sempre a personificação da escrava Isaura, na narrativa original, a da Globo. A participação de Lucélia Santos na próxima novela da TVI é, para todos os efeitos, um acontecimento histórico. Porém, para o público-TVI, formatado na rejeição da ficção brasileira, trata-se de um contrassenso perigoso.
A IURD e a TVIO conjunto de imputações que está a ser feito ao trabalho da TVI sobre as adoções da IURD é grave e impõe à estação um esclarecimento claro e urgente. A TVI apresentou as reportagens com pompa e circunstância e convenceu um vasto conjunto de personalidades para uma campanha de denúncia sob o lema "eu não adoto esse silêncio", personalidades que poderão agora sentir-se enganadas. O dano reputacional será gigantesco se as dúvidas ficarem a pairar.
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