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Espancamentos noturnos

O que surpreendeu o País foi o brutal espancamento ocorrido numa discoteca no Algarve, onde um segurança, credenciado por uma empresa de segurança privada, de forma brutal e desproporcionada flagelou um indivíduo que pacificamente falava com ele. As imagens são arrepiantes.

Eleições Perdidas

Alguém, porventura, escutou os candidatos a estes concelhos propor políticas de segurança e de prevenção que vão além dos limites do seu próprio concelho? Nem um!

Os marginais

Nestas eleições locais, onde estão em causa questões imediatas, de proximidade, de problemas para resolver dentro da comunidade, em cada dois eleitores, um não votou. Isto é, metade do país desinteressou-se, não quis saber, afastou-se de qualquer decisão sobre o futuro da sua freguesia e do seu concelho.

A menina

A vacina não é obrigatória. Não existe lei que possa punir quem se recusar a tomá-la. É uma decisão que se encontra na esfera individual de cada um. Os pais podem decidir, se for caso disso, estimular os filhos a querem ser vacinados. Ou não. Porém, neste caso surge outro imbróglio. Será que a decisão da menor em não ser vacinada está de acordo com a ideia que se inscreve no ‘superior interesse da criança’?

História banal

Não é novidade para ninguém que a violência doméstica continua a multiplicar vítimas atrás de vítimas num local onde se prometeu amor, em que se desejou a esperança e o carinho, a ternura e alegria por todos que habitam no mesmo lugar. Infelizmente não é assim. O problema é que continuamos a lidar com a questão sempre da mesma maneira. Quando não se sabe como resolver, entrega-se o caso à polícia e aos tribunais.

Sexo comercial

Foi necessário deixar passar alguns dias, até se conhecer a decisão do juiz de instrução que apreciou o caso. Teve a prudência de esperar por exames forenses e verificação de comunicações telefónicas. E decidiu. Embora se desconheça o processo, é certo, que não aceitou as provas de violação que lhe foram presentes. E aceitou provas de que a jovem procurou extorquir dinheiro ao atleta português sob a ameaça de uma denúncia judicial. Extorsão e sexo quando se aliam tornam-se num instrumento perverso que atinge os dois protagonistas.

A solidão

Foi notícia esta semana. Um homem que tinha desaparecido há duas semanas foi encontrado morto em sua casa e em elevado estado de decomposição. Não foram familiares, nem vizinhos que deram o alerta. Foi o odor a cadáver, o cheiro da putrefação, o sinal de alerta.

As mulheres afegãs

Tendo em conta a antiga governação talibã, as escolas estão vedadas às meninas. A jovem afegã Malala trouxe a público a forma brutal como foi tratada por ter insistido em frequentar a escola. Violada, espancada, brutalizada é o exemplo mais conhecido da crueldade deste regime misógino. As reportagens que as diferentes estações de televisão mostram, emitidas nos últimos dias, revelam o desespero das mulheres, muitas delas aceitando que a morte as espera.

Verão nublado

Chegou agosto e o tempo da praia. Escrevo como conselho aquilo que é indicado como sendo a prevenção básica: lave as mãos com frequência, procure o distanciamento físico e em locais de muito movimento use sempre a máscara. Quanto ao resto, divirta-se e goze o mar e ar livre. Dezassete meses de confinamento, sem horizontes, enfiados em prisões domiciliárias, foi coisa que nos deu uns pontapés na saúde mental e é necessário regressarmos à vida. Ainda que com muita cautela.

Eles aí estão!

Vivemos junto ao Mediterrâneo, região onde são comuns os incêndios nesta altura do ano. Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia são ciclicamente atingidos por estas tempestades de fogo. É uma visita anual com a qual convivemos há séculos. Porém, não deixa de ser paradoxal que este confronto entre os elementos naturais e os homens, não evolua para níveis mais sofisticados de proteção.

Propaganda populista

Só existe uma explicação para a drástica diminuição da actividade criminosa no ano de 2020 – a pandemia. A Covid-19 alterou profundamente os nossos quotidianos. Desertificou o espaço público. Diminuiu o número de pessoas em movimento, subtraiu a invasão turística a que o País estava habituado, reduziu multidões, festas, megaencontros para espectáculos ou para outro tipo de actividades. Encerrou estádios de futebol, restaurantes, hotéis, bares e discotecas.

O insulto racista

De repente, a raiva as redes sociais deram vazão à insatisfação culpando os dois ‘pretos’ pela derrota inglesa. Os ‘pretos’ destruíram a Inglaterra. Os ‘pretos’ não deviam estar em jogo porque não amam a Inglaterra. E, assim, de uma assentada, quem só tenha lido as redes sociais, ficaria com a ideia de que a seleção britânica jogou contra os ‘pretos’.

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