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Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores Piquete de Polícia

A bruxa

Para lá das lantejoulas que fazem o espetáculo televisivo dos pobres, para lá dos discursos vazios sobre o Portugal progressista e avançado, veio ao nosso encontro um pedaço da realidade que continua influente, bem viva, resistente à mudança, suportada na crença e na superstição.

Euforia criminosa

Tenho poucas dúvidas de que o contexto geral no qual se desencadeiam estas ações criminosas, de norte a sul, tem como pano de fundo o confinamento prolongado, a repressão/clausura que nos afastou uns dos outros, por necessidade sanitária, e foi reprimindo a fome social que habita em cada ser humano.

A tempestade

A tempestade aproxima-se. É ouvi-los a distribuir culpas. É do Passos, é da guerra, do Luís Filipe Vieira, do Pinto da Costa, do Varandas, é de todos menos de quem governa.

A Selvajaria

Cidades inteiras arrasadas, hospitais, escolas, estações de caminhos de ferro, aeroportos, séculos e séculos de criatividade, de imaginação, de cultura, despedaçados pela fúria dos homens. Que ganha Putin com esta destruição brutal, feita de barbárie e raiva, devastando as terras que vai conquistando? Que riqueza extrai do apocalipse que os seus exércitos instalam por cada passo para a vitória da morte e do desespero?

No topo do crime

Foram décadas a insistir na necessidade de se conhecer a real dimensão do problema para o enfrentar em toda a sua complexidade, pois sabia-se que a cultura patriarcal, pilotada pelos privilégios masculinos, travava as denuncias, lançando labéus da mais variada ordem contra as vítimas, humilhando-as, tratando-a com a sobranceria que a ignorância coloca nos altares do poder.

As tragédias

É imperativo cívico chamar a atenção dos leitores para a exigência inscrita no prazer. É um pouco paternalista, mas não posso deixar de avisar: conduza com mais cuidado, beba com moderação, calcule criticamente os riscos que decidiu enfrentar para que o Verão valha a pena.

Os fachos e nazis

O pensamento redutor remete-nos, paradoxalmente, para compreensões medievais do Mundo. Aos poucos vamos reduzindo o lastro de sabedoria que cultivava a diversidade de opiniões para, num só fôlego, acantonar quem pensa diferente a equipa dos fachos ou dos nazis (agora diz-se neonazis) ou dos "comunas"

Verão quente

Desconfiei sempre do tão celebrado milagre. Na verdade, nem a ministra da Saúde, nem a responsável da DGS embarcaram nessa euforia irresponsável. Para não entrarem no autoelogio, elas que protagonizavam a grande vitória milagreira, alguma coisa de grave se escondia por detrás dessa alegria infantil que nos abria as portas das praias.

Amnésias

Ainda não havia televisores por todo o País. O meu pai escutava uma qualquer estação de rádio clandestina e a minha mãe rezava. Recordo-me que, certa noite, quiseram apaziguar a minha inquietação de puto e pela primeira vez soube que havia um país chamado Cuba. No ar pairava a iminência da guerra total por causa de uns mísseis nucleares que ali estavam a ser instalados.

25 de Abril e o crime

Como vem sendo hábito, nenhum dos partidos políticos se preocupou com os comportamentos desviantes ou criminosos que atravessam a sociedade portuguesa.

Eunice, a grande

O Teatro, desde que se conhece o teatro, é a mais explosiva das interpelações à nossa condição e natureza humana. O palco é um mediador entre as palavras e as ações desenvolvidas pelos atores com a finalidade de nos interpelarem sobre os nossos próprios caminhos existenciais e aqueles que trilhamos coletivamente.

Páscoa em paz

Este é um tempo de encontros, sobretudo, depois de duas celebrações da Pascoa em apertados confinamentos devidos à pandemia. Nada mais prudente do que retirar o pipo desta panela de pressão com cautela.

Os Cúmplices

Os Cúmplices

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