'
Cláudia Domingues / IKEA
Cláudia Domingues / IKEA Embaixadora FLASH!

Notícia

A meio caminho, para um mundo mais justo e igualitário

Um estudo realizado em fevereiro de 2020 pela GlobeScan para IKEA, com uma amostra de 828 portugueses, entre outros dados, revela que apenas 58% dos portugueses concorda que as pessoas devem ser livres de escolher o que vestir e como viver de acordo com o género com que se identificam, mesmo que tenham nascido com outro género.
28 de junho de 2021 às 06:00
...
Cláudia Domingos Foto: dr

Há um mês celebrávamos o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia - IDAHOT, uma data que chama a atenção para os direitos das pessoas de todas as orientações sexuais e identidades de género e que nos lembra que, apesar do progresso e desenvolvimento globais, muitas pessoas permanecem em desvantagem, seja pela sua identidade de género ou orientação sexual. E como se isso não fosse já óbvio, ao longo destas últimas semanas, vários acontecimentos nos demonstram que esta discussão não se pode limitar a um dia de calendário.

 
Um estudo realizado em fevereiro de 2020 pela GlobeScan para IKEA, com uma amostra de 828 portugueses, entre outros dados, revela que apenas 58% dos portugueses concorda que as pessoas devem ser livres de escolher o que vestir e como viver de acordo com o género com que se identificam, mesmo que tenham nascido com outro género. O mesmo estudo diz-nos que apenas metade da população (48% e 52% respetivamente) afirma que está confortável e feliz em socializar/ser amigo ou interagir no trabalho, na universidade ou liceu com pessoas que se sentem atraídas por outros mesmo género. Ou seja, metade do caminho para a tolerância e a inclusão está por fazer.

 

Acredito que todos temos um papel a desempenhar na defesa dos direitos humanos. E, sejamos claros, é de direitos humanos que falamos aqui. Quando uma pessoa é discriminada no acesso ao emprego ou à habitação. Quando a sua vida no emprego tem de ser "contida" ou até pouco verdadeira, com receio de não ter as mesmas oportunidades de crescimento de carreira. Quando uma criança ou um jovem é atacado na escola por ser "diferente" ou se vestir sem respeitar o padrão do seu género, não podemos ficar indiferentes.

 

Se pensarmos nos nossos locais de trabalho, parece-me ser da responsabilidade de cada um de nós (líderes e colegas) criar ambientes verdadeiramente inclusivos onde todos se sintam bem-vindos, respeitados e valorizados, independentemente das dimensões de diversidade a que pertencem. Um ambiente heterogéneo, onde cada um é valorizado pelas suas características e contributos únicos, é melhor para as pessoas. E, está provado, melhor para as empresas, que se tornam mais inovadoras, mais colaborativas, mais produtivas e, sim, mais rentáveis.

 

Quero acreditar que um dia, a larga maioria das pessoas com quem falarmos até achará ofensivo que se pergunte se se sentem confortáveis em ter amigos que se sentem atraídos por pessoas do mesmo género. E porque sou uma otimista, sei que todos podemos fazer com que esse dia chegue um bocadinho mais cedo.

Mais notícias de Embaixador FLASH!

A fama difama!, por Nelson Ferreira Pires

A fama difama!, por Nelson Ferreira Pires

Há alguns anos atrás, a fama tratava-se de uma apreciação ou reputação favorável, talentosa, gloriosa em que o talento ou engenho caracterizavam determinada pessoa. A sua condição tornava-a popular, célebre e notória. Mas a fama mudou de personalidade e agora não é necessariamente o talento que torna alguém famoso. Os meios tradicionais de comunicação e agora as redes sociais tornam famosos e conhecidos alguns, despertando em nós a vontade e o desejo de conhecermos o seu "lado anónimo", a "porta traseira" das suas casas, da sua família e "invadir" os seus quintais e as suas piscinas.
Em outubro, todas as cores são rosa

Em outubro, todas as cores são rosa

Apaziguámos os dias agitados e as paletas de cores unem-se num só tom para dar voz ao cancro da mama. Uma causa de todos. Das que lutam. Dos que partilham essa jornada. Das que contam segundos até à vitória e das que não vencem. Das amigas que têm medo. Das que precisam de mais cor do que um cenário negro para lhes lembrar que são muito mais do que o diagnóstico que receberam. Bem mais. E foi "Por elas" que quisemos agir. Pelas mulheres, pelas famílias e por todas as histórias que precisam de cor. Porque todos precisamos de cor. Muita cor.
Simpatia perpetua – as verdades que afinal não o são

Simpatia perpetua – as verdades que afinal não o são

Decerto que todos concordarão que conduzir em Portugal não é uma experiência tranquila, isenta de stress, especialmente nos grandes centros urbanos ou em locais de maior tráfego. Assistimos diariamente a uma transformação de muitos condutores em mercenários e praguejadores, com uma facilidade enorme, onde nem a presença de crianças serve de atenuante. E esta antipatia contagia-se, qual pandemia.
O recomeço

O recomeço

É com esperança que o setor encara o momento atual e embora sabendo que terá ainda pela frente 4 a 5 meses de inverno duros, temos dados positivos que indicam que poderemos em breve retomar o papel e importância na economia e no desenvolvimento do país. Como primeira nota e com os dados que temos ao momento, a situação pandémica aparenta estar controlada e o sucesso do processo de vacinação em Portugal terá dado o seu importante contributo para este resultado. A operação logística e a adesão dos portugueses ao processo foi exemplar, colocando-nos nos primeiros lugares do ranking mundial.
A importância da sustentabilidade social

A importância da sustentabilidade social

O tema da sustentabilidade tornou-se um dos assuntos mais debatidos nos últimos anos. Com um aumento da consciencialização sobre a necessidade de preservar o meio ambiente, o conceito de desenvolvimento sustentável evidenciou-se. Porém, e a meu modo de ver, existe um outro conceito que também ganhou particular espaço: o de sustentabilidade social, que pressupõe a melhoria da qualidade de vida das pessoas, tendo por objetivo a economia de recursos, diminuição das desigualdades sociais e ampliação dos direitos humanos, assim como erradicar a pobreza no mundo.