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João Cotrim de Figueiredo fez curso de prevenção de assédio já depois das acusações de Bichão

O ex-líder da Iniciativa Liberal frequentou o curso já depois da alegada situação de assédio reportada por Inês Bichão em 2023.
Por FLASH! | 12 de fevereiro de 2026 às 12:35
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João Cotrim de Figueiredo viu a sua campanha às presidenciais de 2026 manchada por uma acusação de assédio sexual vinda de uma ex-assessora, Inês Bichão, que tinha feito a denúncia à Iniciativa Liberal em 2023 e que foi, alegadamente, ignorada todos estes anos.

Bichão acusara o Cotrim de proferir afirmações como: "Excelente trabalho, só falta abrires as pernas comigo", "De que tipo de homens gostas?", "Mais grossa ou mais comprida?".

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O político negou veementemente estas acusações, dizendo estar a ser vítima de difamação: "Isto é a política mais suja que já vi. É indigno. É tudo falso e vou obviamente processar quem me está a difamar" escreveu na altura nas suas redes sociais.

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Agora sabe-se um pormenor que torna o caso ainda mais curioso. Segundo o 'Vidas', ao ser eleito como eurodeputado da IL, João Cotrim de Figueiredo foi obrigado a frequentar um curso de prevenção de assédio, assim como todos os outros eurodeputados. Este curso ocorreu em setembro de 2024, depois da data em que, alegadamente, se deu a situação com Inês Bichão.

Para além do curso, teve também de assinar uma declaração de “conduta adequada” na qual se obriga a "levar a sério" imputações, por parte de funcionários, de "comportamento ofensivo".

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Segundo o 'Diário de Notícias', o 'Guia para os membros do Parlamento Europeu sobre a prevenção de conflito e assédio no local de trabalho' dá conselhos como: "Evite comentários, sejam positivos ou negativos, sobre a aparência física dos seus colaboradores"; "Não use linguagem rude, grosseira ou sexista"; "Se alguém do seu gabinete lhe fizer saber que considera o seu comportamento ofensivo, leve o assunto a sério e tente resolver o problema; comunique ativamente com a pessoa em causa de modo a fazer perceber que leva o assunto a sério"; “Intervenha de imediato se for informado de qualquer comportamento inapropriado entre os seus colaboradores (piadas sexistas, atos ordinários, insultos, gestos obscenos, etc)".

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